Conab admite uso de silos em emergência

Brecha autoriza estruturas sem certificação e dá segurança ao mercado

Apesar das normas que ampliam as exigências para armazéns de estoques públicos, estruturas não certificadas pela Conab poderão ser utilizadas em casos de emergência. A brecha está na IN 41/ 2010, documento que detalha as regras e só passou a ser cobrado em março passado. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, Caio Rocha, a expressão ‘caráter estritamente emergencial’ pode ser aplicada quando houver falta de silos para fazer leilões de intervenção no mercado. A prioridade dentre os não certificados será de armazéns pertencentes a empresas que tenham ao menos 75% de suas estruturas homologadas. Esses armazenadores ainda ganharão prazo até 2020 para regulamentar 100%. Contudo, Rocha destaca que o Mapa não pretende usar este gatilho antes de fazer uma avaliação rigorosa das condições dos armazéns.

A flexibilização é bem vista pelo setor. Segundo o superintendente da Fecoagro, Tarcísio Minetto, é uma garantia de folga na capacidade estática em casos de excepcionalidade. ‘A maioria dos armazéns opera dentro das condições técnicas, mesmo que ainda não tenha a certificação. Existe uma consciência de entregar o produto com qualidade à indústria e ao consumidor’, avalia.

Segundo o superintendente da Conab/RS, Glauto Melo Júnior, a falta de armazéns não é uma preocupação no Estado, onde há 4.824 unidades credenciadas. ‘Aqui há armazéns suficientes dentro das condições’, pontua.

Fonte: Correio do Povo

Compartilhe!