Compradores optam por milho e trigo brasileiros para ração

Escassez do grão nos Estados Unidos está levando principais mercados a optarem pela produção brasileira

por Globo Rural On-line

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Perdas da safra de milho norte-americana e preços altos beneficiam o comércio internacional para o Brasil

O aumento dos preços do milho tem sido generalizado devido à estiagem nos Estados Unidos e vem batendo altas recordes na Bolsa de Chicago (CBOT). No entanto, alguns países ainda conseguem vender mais barato, como é o caso do Brasil, que teve uma colheita robusta neste ano.
O milho americano tem sido entregue por volta de US$ 380/US$ 390 por tonelada e o milho brasileiro está cerca de US$ 35/tonelada mais barato do que o americano. Muitos compradores aproveitaram e fecharam vários acordos de 60 mil toneladas para cada embarque entre outubro e dezembro, disse Nobuyuki Chino, presidente da Continental Rice. Até mesmo alguns processadores nos EUA estão considerando mais barato importar milho do Brasil.

Os EUA fornecem mais da metade do milho do mundo, mas os compradores locais, como a Smithfield Foods e a Pilgrim’s Pride anunciaram recentemente planos de importar do Brasil para reduzir os custos.
O contrato setembro do milho na CBOT alcançou os maiores níveis de todos os tempos na sexta-feira – US$ 8,4375/bushel – depois que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu a projeção de safra do país em 17%, para 274 milhões de toneladas, número mais baixo em cinco anos.

Trigo

Os preços do milho na Ásia devem subir ainda mais neste mês, pois os Estados Unidos reduziram novamente sua estimativa de produção devido à estiagem, disseram traders e analistas. Além disso, eles apontam que deve haveruma maior procura por substitutos para o grão, como o trigo.
Na Coreia do Sul, grande importador de grãos para ração da Ásia, os compradores estão substituindo o milho pelo trigo, comprando principalmente da Índia, cujo produto tem sido vendido no Sudeste Asiático a US$ 65/tonelada, mais barato do que o milho americano. Malásia e Indonésia, outros dois grandes importadores de milho, estão comprando o grão do Paquistão.

Fonte: Globo Rural

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