Compra da Monsanto na berlinda

Embora a Superintendência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) tenha considerado que a compra da Monsanto pela Bayer vá gerar concentração no mercado de sementes de soja e algodão, o diretor de sementes da múlti alemã, Alex Merege, afirma não haver sobreposição de negócios no mercado brasileiro.

"A Bayer é muito forte na área de defensivos e a Monsanto na área de sementes. Não há sobreposição", afirma. Em julho, a superintendência do Cade divulgou despacho afirmando que, conforme os dados apresentados, "a operação resulta em concentrações elevadas nos mercados de sementes de soja e de algodão". A Bayer é líder em vendas de sementes de algodão no país. Em 2011, entrou no segmento de soja.

O Cade observou ainda que as duas empresas são relevantes na pesquisa e desenvolvimento de sementes, transgênicos e defensivos. Em agosto, a Comissão Europeia também mostrou preocupação sobre possíveis concentrações de mercado e anunciou a abertura de uma investigação sobre a transação. A União Europeia considerou os documentos apresentados insuficientes para atenuar essas preocupações e questionou se o acordo levaria a preços mais altos, menor qualidade e escolha limitada.

Apesar dos questionamentos, Merege está confiante. "Nossa meta é ter as aprovações até o fim do ano. Para começar o processo de integração em 2018".

Por Kauanna Navarro | De São Paulo

Fonte : Valor

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