Competição com soja limita venda antecipada

Roges Pagnussat, presidente da Associação das Empresas Cerealistas do Rio Grande do Sul (Acergs), pondera que estimular o plantio do milho com antecedência esbarra em uma questão financeira mais ampla – mas também considera o volume de contratos futuros em nível acima da média histórica. As empresas cerealistas são responsáveis por cerca de 50% das compras no Rio Grande do Sul, de acordo com a Acergs.

No final de julho, o indicador da Acergs apontava que 22,5% da safra 2020/2021 já estava negociada – um pouco acima dos 21,1% no mesmo período do ano passado sobre a safra 2019/2020, que já era um indicador elevado. O desafio, destaca Pagnussat, também inclui convencer o produtor a fechar o contrato, já que o grão disputa espaço com a soja, hoje com uma cotação ainda melhor do que o milho. "Com a soja cotada em contratos futuros acima dos R$ 100,00 a saca, o produtor não fica muito favorável a fazer o contrato para o milho. Salvo aquele que precisa plantar de qualquer maneira para rotação de culturas", explica o Pagnussat.

Fonte: Jornal do Comércio

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