Commodities têm miniboom, mas tendência é de acomodação

A disparada das cotações internacionais dos grãos causará estragos, mas não se espera uma crise "agroinflacionária" global.

Cálculos do Valor Data mostram que o milho encerrou julho 35,5% mais valorizado que no mês anterior na bolsa de Chicago. No caso do trigo, a média do mês passado foi 29,6% maior que a de junho, enquanto na soja o salto foi de 14,9%. São variações poucas vezes vistas em Chicago. No mercado de soja, é a maior alta entre médias mensais desde março de 2005; no de milho, desde junho de 1988 e, no do trigo, desde agosto de 1973.

Pressões altistas ressurgiram nos preços da carne de frango e suína no atacado brasileiro em resposta ao aumento do milho e do farelo de soja, principais insumos para a produção de ração. A tendência, contudo, deve ser limitada pelo comportamento da carne bovina, que deve se manter com preços baixos graças à maior oferta de gado para abate.

Para fazer frente à alta dos custos, os produtores de aves e suínos estão reduzindo a produção. Os efeitos desse ajuste devem chegar às gôndolas e aos índices de inflação, que ainda não contabilizaram todos os impactos da alta observada no atacado.

Fonte : Valor Econômico

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