Commodities Agrícolas | 23/08/2011

Fonte:  Valor

Correção à vista O mercado futuro de café da bolsa de Nova York fechou a segunda-feira com perdas modestas. Os contratos de arábica com entrega em dezembro recuaram 1,50 centavo, para US$ 2,6835 por libra-peso. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, os preços da commodity podem sofrer alguma correção após subirem 14% em duas semanas sem que houvesse qualquer novidade do ponto de vista dos fundamentos. Fundos de investimento, que haviam apostado contra o café, cobriram suas posições nos últimos dias e deram impulso às cotações. "Acho que foi longe e rápido demais", disse Márcio Bernardo, analista da Newedge, sobre os ganhos recentes. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq caiu 0,67%, para R$ 482,05 por saca.

Irene dá suporte A ameaça de que o Irene, o primeiro furacão do Atlântico da atual "temporada" americana, ganhe força nos próximos dias e prejudique os pomares de laranja da Flórida prevaleceu sobre o comportamento do dólar e garantiu a alta das cotações do suco ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em novembro fecharam a US$ 1,6565 por libra-peso, ganho de 150 pontos em relação ao fechamento de sexta. Segundo a agência Dow Jones Newswires, o Irene já está causando problemas em Porto Rico, o que alimenta expectativas sobre seus efeitos nos EUA. No mercado de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja pera in natura permaneceu, em média, a R$ 9,70 ao produtor, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.

Efeito climático A preocupação com o clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos voltou a impulsionar os preços futuros da soja ontem na bolsa de Chicago. Os contratos mais negociados, com vencimento em novembro, terminaram o pregão cotados a US$ 13,8525 por bushel, com valorização de 16,75 centavos. Durante o pregão, a commodity registrou a cotação mais alta desde 27 de julho. Nos últimos 12 meses, acumula alta de 38%. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, as chuvas do fim de semana não foram suficientes para recuperar a umidade do solo nas áreas carentes do Meio-Oeste, onde choveu apenas um quarto do volume esperado desde o começo de agosto. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq subiu 0,69%, para R$ 49,34 por saca.

Teto em dez semanas Os preços do milho atingiram ontem o patamar mais alto em dez semanas na bolsa de Chicago. Os contratos para dezembro, mais negociados, fecharam com valorização de 9,25 centavos, cotados a US$ 7,3450 por bushel. Mais cedo, a posição chegou a US$ 7,3650 por bushel, maior cotação desde 7 de junho. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, mais uma vez, as cotações foram impulsionados pelas más condições climáticas no Meio-Oeste dos Estados Unidos. O comportamento dos mercados financeiros favoreceu o movimento, com maior apetite por ativos de risco. Os preços do milho subiram 68% ao longo do último ano. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa teve aumento de 0,03%, para R$ 30,02 por saca.

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