Commodities Agrícolas

Fonte: Valor Econômico

Oferta maior na Flórida O sentimento de que a oferta de laranja na Flórida será maior do que se esperava voltou a derrubar os preços dos futuros de suco na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho fecharam o pregão de ontem cotados a US$ 1,6735 por libra-peso, em queda de 140 pontos. Segundo pesquisa da Bloomberg com analistas do mercado, a expectativa é de que a safra da Flórida seja maior que o previsto no mês passado. Os operadores lembram que as geadas ocorridas em dezembro fizeram com que os preços subissem diante da possibilidade de uma oferta menor. Com os prejuízos minimizados, os analistas esperam por novas quedas. No Brasil, a laranja pêra foi cotada ontem a R$ 15,38 por caixa, com queda de 0,58%, segundo o Cepea.

Plantio atrasado O plantio da safra de soja americana teve início na semana passada e os primeiros números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) já indicam atraso. Relatório divulgado após o fechamento do mercado ontem mostra que, até o último domingo, o plantio havia alcançado apenas 7% da área estimada para receber a oleaginosa nesta safra. No mesmo período do ano passado, 28% do plantio estava concluído, enquanto na média dos últimos cinco anos o percentual foi de 17%. Ontem, na bolsa de Chicago, os contratos para julho fecharam o dia em alta de 9 centavos de dólar a US$ 13,35 por bushel. No mercado interno, os preços tiveram uma modesta alta. No Paraná, o valor médio da saca ficou em R$ 40,43, ganho de 0,02%, segundo o Deral.

Chuva ameaça o plantio O temor de que as chuvas que atingem o Meio-Oeste dos EUA atrasem ainda mais o plantio fez com que os preços do milho subissem ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho fecharam o primeiro pregão da semana em alta de 21,25 centavos de dólar a US$ 7,075 por bushel. Segundo a Bloomberg, depois de receber grandes volumes de chuva durante o último fim de semana, as previsões climáticas apontam para novas precipitações nos próximos dias na região produtora americana. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que apenas 40% da área de milho foi plantada. Nesse mesmo período de 2010, o percentual era de 80%. No Paraná, a saca ficou em R$ 23,93, queda de 0,99%, segundo o Deral.

Recuperação e seca Assim como ocorreu com os grãos em geral, o trigo subiu ontem nas bolsas americanas, recuperando-se após o forte movimento de venda da semana passada. Em Chicago, o contrato para entrega em julho fechou em alta de 31 centavos de dólar, valendo US$ 7,9050. Em Kansas, o mesmo contrato encerrou o pregão a US$ 9,145 o bushel, valorização ainda maior, de 40,5 centavos de dólar. De acordo com a agência Dow Jones Newswires, o movimento de alta também foi impulsionado por um cenário de clima desfavorável que pode afetar o suprimento global. A preocupação recai sobre o clima seco nas lavouras dos EUA e da Europa. No mercado do Paraná, a saca de 60 quilos do cereal registrou preço médio de R$ 27,33, alta de 0,11% no dia, segundo o Deral/Seab.

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