Comitê de Política Monetária aumenta o juro básico

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual para 12,25% ao ano, sem viés, por unanimidade. Foi o segundo aumento seguido na taxa neste ano. O ajuste ficou dentro da expectativa da maior parte do mercado financeiro. No entanto, alguns agentes apostavam em uma elevação de 0,75 ponto percentual, para 12,50% ao ano.

É phentermine online without a prescription a segunda vez que o colegiado decide aumentar a Selic neste ano, após um longo período de manutenção da taxa.

A nota do Copom foi curta e teve um tom neutro. “Dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa de juros básico iniciado em reunião de abril, o Copom decidiu por unanimidade elevar a taxa Selic a 12,25% ao ano sem viés”, informou o colegiado.

Para o economista sênior da Austin Ratings, Nelson Carneiro, que esperava um ajuste cialis ingredients de 0,75 ponto percentual, a decisão ficou de acordo com a curva de juros.
“A nota do Copom veio num tom completamente diferente das outras duas anteriores. Acredito que a nota terá poder sobre a expectativa de inflação. No entanto, o preço dos alimentos não devem parar de subir”, avalia. O sócio-diretor da Modal Asset Management, Alexandre Póvoa, também criticou o tom neutro. “Com a piora nos indicadores de inflação, o Copom deveria ter soltado uma nota um pouco mais dura.”

“A tendência agora é manter este ritmo de ajuste na Selic. Mas é preciso estar atento ao cenário de demanda acima da oferta e do choque nos preços das commodities e dos alimentos”, diz.

O Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças) vê cautela na decisão. “Em função deste aumento e das medidas propostas do governo para conter a inflação, a elevação da Selic continuará num patamar menor”, afirma o presidente do Ibef, Walter Machado de Barros.

O ajuste mantém o Brasil na liderança mundial dos juros reais (que exclui a inflação), com 7,12%. Em segundo lugar está a Austrália, com 5,5%, e em terceiro a Turquia, com 5,3%, segundo ranking elaborado pela UpTrend Consultoria Econômica e pelo Centro de Informações da Gazeta Mercanrtil.

Segundo a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), o aumento de 0,5 ponto percentual na taxa Selic tem um efeito muito pequeno nas operações de crédito. Com o ajuste, os juros praticados no comércio passam de 6,01% para 6,05% ao mês, o que representa uma variação de 0,67%.

Os juros praticados no cartão de crédito sobem de 10,37% para 10,41% ao mês, um aumento de 0,39%, e os do cheque especial passam de 7,7% para 7,74%.

Os juros do crédito direto ao consumidor dos bancos passa de 2,99% para 3,03%; os do empréstimo pessoal avançam de 5,29% para 5,33%; e o de empréstimo pessoal das financeiras aumentam de 11,16% para 11,2%.

Fonte: Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados – Pág. 1

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