Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados quer explicações sobre a venda da Eletrobrás

Parlamentares conseguiram aprovar requerimentos para convocar os ministros Neri Geller e Edson Lobão

Janaína Camelo | Brasília (DF)

  • Arquivo pessoal

    Foto: Arquivo pessoal / PP

    A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados vai convocar o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, e o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, para esclarecimentos sobre a venda da Companhia Energética de Goiás (Eletrobrás). Nesta quarta, dia 29, a Comissão se reuniu pela primeira vez após as eleições.

    No encontro, parlamentares conseguiram aprovar requerimentos para convocar os ministros. Os deputados querem explicações sobre a venda da Eletrobrás e sobre o controle de qualidade em vacinas contra a febre aftosa. A estratégia da bancada vai além da Comissão de Agricultura. Nos corredores do Congresso Nacional, as articulações são para agilizar, até o fim do ano, o maior número de matérias de interesses do setor.
    – Estamos fazendo um levantamento de tudo que temos pendente. Vamos fazer uma reunião com a presidência da casa para ver o que é menos polêmico, para a gente votar rápido. E também é imprescindível para nós – diz o deputado Abelardo Lupion.
    – A gente pode fazer um processo de motivação trabalho de chamamento por parte da direção da Comissão de Agricultura. Assim, os parlamentares poderão dar andamento nas matérias que os produtores rurais esperam – reforça o deputado Ônyx Lorenzoni.
    A comissão que analisa a PEC 215, que transfere para o legislativo o poder de decidir sobre as terras indígenas, pode apresentar relatório na próxima semana. A bancada tenta também mudar as regras sobre a obrigação de emplacamento das maquinas agrícolas, e ainda regulamentar a PEC do Trabalho Escravo.

    – Durante o mês de novembro e os próximos dias de dezembro vamos tentar fechar essa questão com relação aos índios. Um outro processo é com relação ao trabalho escravo. Também trataremos do emplacamento de tratares – conclui o deputado Luís Carlos Heinze.

    Fonte: Ruralbr

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