Com técnica usada em diagnóstico de covid-19, startup vai mapear DNA do solo

Objetivo é identificar microrganismos presentes no ambiente e verificar se prejudicam ou beneficiam atividades agrícolas

25/03/2021 – 14h51minAtualizada em 25/03/2021 – 14h51min

Eder Sari / ConnectFarm / Divulgação

ConnectBio, incubada no parque científico e tecnológico da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), iniciará projetos em abrilEder Sari / ConnectFarm / Divulgação

A partir da mesma técnica do exame para diagnóstico de covid-19, o PCR, uma startup de Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, analisará o DNA do solo com o objetivo de ajudar produtores a melhorar a produtividade das lavouras. Incubada no parque científico e tecnológico da Unisc, a ConnectBio planeja dar início ao projeto, com estudo para ampliar de duas para quinze a quantidade de enzimas a serem avaliadas, em abril. O objetivo é mapear fungos e bactérias presentes e entender se beneficiam ou prejudicam as atividades agrícolas.

— Trabalhamos com produtores de alto nível tecnológico já e começamos a ver que simplesmente fazer a correção química e física (do solo) não estava mais trazendo resultado em produtividade para esse agricultor — conta Rodrigo Franco Dias, CEO da startup.

Ele aponta ainda o aspecto sustentável da proposta, a partir da solução biológica, sem uso de químicos. E à medida em que essa atividade natural auxilia no desempenho da cultura, mais a planta retira gás carbônico do ambiente e fixa na terra, contribuindo para a redução de gases associados ao efeito estufa e ao aquecimento global.

Para acessar o DNA do solo, é utilizada a técnica PCR. Por meio desta análise e das enzimas, o CEO esclarece que será possível comparar os microrganismos existentes em um solo equilibrado, como o de uma mata, por exemplo, com o de uma lavoura. E a partir daí elaborar as estratégias:

— Vamos fazer recomendações para que esse agricultor possa usar sistemas de produção diferentes, que melhorem a atividade biológica do solo ou que estimulem isso. Além de recomendar o uso de microrganismos aplicados no solo para potencializar esse resultado.

Os projetos serão feitos em parceria com a Central Analítica da Unisc e com a ConnectFarm, responsável por gerar a demanda comercial de análises de solo.

*Colaborou Isadora Garcia

Fonte: Zero Hora

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