Com safra maior, Cooxupé prevê elevar embarque de café

Depois de registrar queda no recebimento de café em 2017 em decorrência de problemas climáticos e da bienalidade negativa da safra 2017/18, a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) espera que produtores cooperados e terceiros entreguem cerca de 6 milhões de sacas este ano em seus armazéns de Minas Gerais e São Paulo.

Com a safra 2018/19, de bienalidade positiva, a Cooxupé – maior cooperativa de café do mundo – projeta que irá receber 4,6 milhões de sacas de café de cooperados e entre 1,2 milhão e 1,4 milhão de sacas de café de terceiros.

"Esperamos comercializar 6 milhões de sacas entre exportação e mercado interno", disse o presidente da Cooxupé, Carlos Alberto Paulino da Costa. E a exportação, acrescentou, deve alcançar 4,4 milhões de sacas, quase 9% acima do ano passado.

Segundo Costa, os cafezais na área de atuação da Cooxupé estão em boas condições graças ao clima favorável nesta fase de granação do café. "As chuvas têm sido suficientes. Em setembro e outubro foram fracas, mas tem havido chuvas em quase todas as regiões nos últimos dias".

Nesse cenário de clima mais amistoso, a Cooxupé estima que seus cooperados devem produzir 8,37 milhões de sacas na safra nova, que começa a ser colhida em junho. Na temporada 2017/18, produziram 6,68 milhões de sacas.

Para o presidente da Cooxupé, a safra nova de café no Brasil "é boa, mas não é grande". Segundo ele, os números da Conab, que apontam uma produção entre 54,4 milhões e 58,5 milhões de sacas "estão dentro da realidade". O intervalo indica aumento entre 21,1% e 30,1% em relação à colheita do ciclo 2017/18, estimada em 44,97 milhões de sacas.

No ano passado, com a safra 2017/18 de bienalidade negativa e em decorrência de problemas climáticos, a Cooxupé recebeu 4,6 milhões de sacas de café arábica, sendo 3,6 milhões de sacas de cooperados e 1 milhão de terceiros. Na temporada anterior, a 2016/17, havia recebido um total de 6,2 milhões de sacas.

"No sul de Minas, a produção ficou dentro do esperado, mas no Cerrado a queda foi maior do que se imaginava. Caiu 50% em comparação com a safra anterior", disse Costa, explicando a retração nos volumes de café recebidos no último ano.

Apesar dos menores volumes entregues nos armazéns, a Cooxupé conseguiu ampliar as exportações de café em 2017, enquanto as vendas externas do Brasil recuaram de forma expressiva – 10,1%, para 30,790 milhões de sacas – devido à menor oferta.

De acordo com Costa, a cooperativa exportou 4,040 milhões de sacas ante 3,9 milhões de sacas em 2016. "Conseguimos atender os importadores porque tínhamos estoque do ano anterior".

Por Alda do Amaral Rocha | De São Paulo

Fonte : Valor

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