Com pico de safra, preço médio do tahiti cai 45% em fevereiro

Produtores buscam canais alterantivos para o escoamento

por Globo Rural On-line

 Felipe Gombossy

A oferta da limão tahiti aumentou efetivamente na segunda quinzena de fevereiro e deve começar a se reduzir apenas no final de março (Foto: Felipe Gombossy/ Ed. Globo)

A safra do limão tahiti (ou lima ácida tahiti) no estado de São Paulo entrou em pico de colheita em fevereiro. Com isso, no mês passado, a média da caixa de 27 kg (colhida, sem frete) destinada ao mercado in natura foi de R$ 4,42, quase 45% abaixo do verificado em janeiro e pouco acima dos R$ 4,22 por caixa de fevereiro do ano passado, segundo levantamentos doCepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.
A oferta do limão tahiti aumentou efetivamente na segunda quinzena de fevereiro e deve começar a se reduzir apenas no final de março. Com isso, os preços se enfraquecem e produtores buscam canais alternativos para o escoamento.
A indústria também começou o processamento do tahiti no início de fevereiro, embora, segundo pesquisa do Cepea, apenas uma empresa tem comprado a fruta por enquanto.
No entanto, comparativamente aos valores recebidos na venda ao mercado de mesa, os preços pagos pela indústria são considerados pouco atrativos por produtores. De acordo com o Cepea, isso porque a média de R$ 6 se refere à caixa de 40,8 kg, e não de 27 kg, como negociado no mercado in natura. Além disso, no mercado de mesa, os cerca de R$ 4 por 27 kg ora oferecidos correspondem à fruta colhida, no barracão, enquanto que, para a indústria, o produtor ainda precisa arcar com o frete até a unidade de processamento.
Alguns produtores consultados pelo Cepea tentam recorrer à indústria também para entregar frutas de baixa qualidade. No entanto, o comentário é que a processadora tem aumentado as exigências quanto ao padrão da lima ácida e, em caso de qualidade e calibre não satisfatórios, rejeita a carga.
Para os produtores que vendem para exportadores e conseguem manter a qualidade dos frutos, o mercado está melhor. Na última semana, o produtor que vendia para esses exportadores recebeu R$ 10,00 por caixa de 27 kg.
A produção mundial de limas e limão para consumo in natura na safra 2012/2013 deve sofrer uma queda de 4% em comparação à temporada anterior, segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O México, principal concorrente do Brasil no cenário internacional, deve ofertar um bom volume de lima ácida apenas entre maio e julho, período de pico de safra no país. Com isso, já tem sido observado aquecimento na demanda pela fruta brasileira.
Em janeiro, as exportações de limões e limas totalizaram 8,6 mil toneladas, volume 27,4% superior ao do mesmo mês de 2012, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em receita, os envios de janeiro somaram US$ 7,6 milhões, 29% a mais que em janeiro do ano passado. A União Europeia é o principal destino da fruta brasileira, absorvendo cerca de 90% do total vendido pelo Brasil.

Fonte: Globo Rural

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