Com leilão e retração, arroz segue estável no spot

CLAUDIO FACHEL/PALÁCIO PIRATINI/DIVULGAÇÃO/JC

Saca de 50 quilos do cereal fechou, no dia 20, cotada a R$ 38,40

Saca de 50 quilos do cereal fechou, no dia 20, cotada a R$ 38,40

A movimentação no mercado spot de arroz no Rio Grande do Sul está desaquecida, conforme indicam pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Enquanto produtores seguem retraídos à espera de preços melhores, indústrias estiveram voltadas para os leilões de venda do governo federal realizado pela Conab na última quinta-feira, dia 15. Do lado vendedor, orizicultores permaneceram atentos ao desenvolvimento do arroz safra 2014/15 e, com isso, negociaram poucos lotes.
Produtores consultados pelo Cepea têm expectativa de preços maiores nas próximas semanas, pois haverá pouco arroz disponível até a chegada da oferta da nova temporada da safra.
Entre 13 e 20 de janeiro, o Indicador Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa subiu 1%, fechando a R$ 38,40 a saca de 50 quilos no dia 20. Na parcial do mês, a elevação é de apenas 0,95%.

Mercado de trigo no País permanece com preços firmes

As cotações de trigo, tanto no mercado de balcão (preços pagos ao produtor) quanto no de lotes (mercado disponível), continuam firmes. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada Cepea, de modo geral, a demanda de moinhos está baixa; mas vendedores estão retraídos, visto que não têm necessidade de caixa neste momento. No Brasil, de acordo com a Conab, o consumo de trigo está estimado em 12,209 milhões de toneladas. Com a produção brasileira de 5,903 milhões de toneladas, ainda será necessário importar 6,650 milhões de toneladas.
Quanto ao mercado doméstico de derivados, os preços das farinhas continuam reagindo, devido à valorização do trigo em grão e à necessidade de mesclar o produto nacional com o importado, sendo que este último está chegando mais caro aos moinhos, por causa do dólar valorizado.

Fonte: Jornal do Comércio

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