Com 70% da safra vendida, produtores começam a colher algodão no oeste da Bahia

Segundo a Abapa, a expectativa é produzir 1,5 milhão de toneladas na safra 2019/2020

FERNANDO BARBOSA
17 JUN 2020 – 11H11 ATUALIZADO EM 17 JUN 2020 – 11H11

    algodão-Bahia (Foto: Divulgação/Abapa)

(Foto: Divulgação/Abapa)

Com 70% da safra comercializada, os produtores de algodão começam, de forma gradativa, a fase da colheita do ciclo 2019/2020 no oeste da Bahia, região que soma 97% da área plantada no Estado.

De acordo com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), a expectativa é produzir 1,5 milhão de toneladas, entre o caroço e a fibra, mesmo patamar da temporada anterior.

As máquinas entraram em campo nos municípios de Correntina, Formosa do Rio Preto e São Desidério. A produtividade na Bahia, segundo maior produtor da fibra no Brasil, é projetada em 300 arrobas por hectares, apesar da redução de 5% da área, para 313,5 mil hectares.

Não fosse a irregularidade climática, com estiagens em dezembro e excesso de chuvas em abril, a produtividade poderia ser ainda maior. “Mesmo sem muita regularidade do clima nesta safra, deveremos manter a produtividade em 300 arrobas por hectare, o dobro que o produtor dos EUA consegue colher”. disse, em nota, o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato.

Para Busato, a pandemia do novo coronavírus não vai interferir na produção no campo, mas, deve afetar a comercialização e o preço do produto para o restante da cadeia de suprimentos.

"Temos um isolamento natural no campo e todas as medidas sanitárias para impedir a circulação do vírus, possibilitando a manutenção das atividades. Em relação ao mercado, os preços das commodities caíram muito, mas temos condições de infraestrutura e logística já estabelecidas para a recuperação a médio prazo"

Júlio Cézar Busato, presidente da Abrapa

Safra 2020/21

Segundo a Abapa, a safra 2020/2021 deverá ter uma redução média de 20% de área plantada, o que vai assegurar os investimentos dos agricultores do oeste do Estado, devido aos impactos econômicos gerados pela pandemia, que reduziu a demanda do varejo por matéria-prima do campo.

Busato afirma que as condições de clima e solo e a infraestrutura instalada da indústria devem possibilitar uma retomada rápida do segmento. “Assim como outros setores da economia, quando a crise passar, temos a esperança de trabalhar para retomar os investimentos e obter mais rentabilidade futura recuperando as atuais perdas”, diz.

Fonte: Globo Rural

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