Colheita do trigo avança e atinge 40% da área no Rio Grande do Sul

Devido ao excesso de umidade, a qualidade está cada vez mais baixas e muitas lavouras não atingem o padrão para consumo humano

trigo_plantação (Foto: Ernesto de Souza / Editora Globo)

Umidade excessiva diminuiu qualidade do trigo e deixou grão com alto nível de impurezas, diz Emater (Foto: Ernesto de Souza / Editora Globo)

A colheita das lavouras gaúchas de trigo avançou 20 pontos percentuais nesta semana e atingiu 40% da área cultivada, estimada em 913 mil hectares pelo serviço oficial de extensão rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS). Segundo os técnicos da instituição, para diminuir as perdas provocadas pelas chuvas os produtores estão colhendo mesmo com a umidade das lavouras acima do ideal.

Os técnicos de campo ouviram relatos de produtores que, para acelerar o processo, colheram a cultura com umidade próxima a 20%, quando o ideal seria em torno de 16%. Eles observam que existe grande variação na produtividade das lavouras colhidas, assim como na qualidade, “demonstrando que os efeitos das geadas e das chuvas foram muito irregulares”.

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No informe semanal divulgado nesta quinta-feira, os analistas da Emater/RS afirmam que, devido à umidade excessiva, a qualidade do trigo está cada vez mais baixa, e várias lavouras não atingem o padrão mínimo exigido para comercialização visando ao consumo humano.

Por causa da má-formação dos grãos, o produto obtido apresenta elevado percentual de impurezas. As lavouras colhidas no final de setembro e nos primeiros dias de outubro apontaram para uma produtividade que variou de 40 sacas a 60 sacas por hectare, com uma qualidade considerada boa de trigo tipo Pão, com pH (peso hectolitro) em torno de 78 a 80.

Já as lavouras colhidas na última semana, depois das intensas chuvas, tiveram redução na qualidade, com pH abaixo de 68 e germinação do grão na espiga, assim como redução na produtividade que, em alguns casos, alcança somente 15 sacas por hectare. Os técnicos consideram prematura qualquer inferência sobre o tamanho da safra que será colhida. “O certo é que se repete, neste ano, a mesma frustração de colheita registrada na safra passada, o que poderá se refletir em uma provável redução da área para a próxima safra de 2016.”

POR VENILSON FERREIRA

Fonte ; Globo Rural

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