Colheita do girassol atinge 75% da área cultivada no RS

A produtividade no atual ciclo deverá ficar em 1,2 toneladas/ha, segundo a Emater

Espremida entre o plantio de duas culturas – o milho e a soja – por questão de tempo e espaço, o cultivo de girassol começa a ganhar um poucos mais de terreno no Rio Grande do Sul. A produção da flor para ser beneficiada como óleo destinado ao consumo humano vinha encolhendo no Estado nos últimos anos, mas crescendo nacionalmente.

Neste ano foram cerca de 5 mil hectares plantados no Rio Grande do Sul, em uma área que já chegou a cerca de 50 mil, de acordo com o técnico agrícola Fábio Barbian, da Celena Alimentos, uma das principais processadoras do Estado. Vantuir Scarantti, gerente da empresa, diz que pela demanda crescente do consumo de óleos especiais, especialmente de girassol, a Celena está implantando um programa de fomento à cultura.

"Estamos com uma safrinha de cerca de um 1,5 mil hectares.

Mas o maior volume da empresa está mesmo no Mato Grosso.

Tínhamos um problema aqui de variedades genéticas com ciclo muito logo, que ocupava área que poderia ser de soja ou milho por muito tempo. Agora temos variedades com ciclo mais curto", explica Scarantti.

Antes, o plantio ocorria em agosto e se colhia apenas em janeiro.

Agora, com novas variedades, se consegue semear entre julho e agosto e colher em dezembro – liberando área para plantar a soja depois.

Entre a unidade gaúcha e a processadora da Celena no Mato Grosso o beneficiamento de 2020 foi de 12 mil toneladas de óleo.

"Podemos dizer que a procura pelo óleo de girassol ocorre em uma retomada do crescimento do consumo", diz o executivo.

Barbian destaca que uma das vantagens do cultivo da flor é a necessidade de pouca água – cerca de 250 ml ante próximo de 800 ml para o milho, por exemplo. "O maior risco são lagartas e insetos, mas a flor é bastante resistente", assegura o técnico.

Parte da área semeada ainda está florida no campo e sendo colhida, mas a expectativa inicial de produtividade do girassol, de 1,6 ton/ha, apresenta neste ano redução de aproximadamente 22,5% devido ao clima desfavorável nas lavouras semeadas em agosto. A produtividade no atual ciclo deverá ficar em 1,2 ton/ha, segundo a Emater.

A área implantada nessa safra no Rio Grande do Sul também está inferior ao ano anterior, com preço da saca de 60kg cotada em R$ 154,50. Na região de Santa Rosa, por exemplo, 75% da área semeada em agosto está colhida.

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater, as poucas lavouras semeadas após as chuvas do final de novembro, correspondente a 25% do total da área cultivada, estão em fase de enchimento de grãos.

Fonte: Jornal do Comércio

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