Colheita do arroz encerrou com produtividade menor, mas preço satisfatório na Região Central

Média de preços no fim da colheita está 9% maior do que no mesmo período do ano passado

por Juliana Gelatti

09/06/2014 | 19h20

Colheita do arroz encerrou com produtividade menor, mas preço satisfatório na Região Central Jean Pimentel/Agencia RBS

Qualidade do arroz manteve a média dos últimos anos, com média de 58% dos grãos inteirosFoto: Jean Pimentel / Agencia RBS

A colheita do arroz foi decretada encerrada na última semana, pelo Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga). Mas as vendas do produto colhido se seguirão ao longo do ano, e a expectativa é que o preço pago pelo saco de 50kg continue bom para o produtor, em torno de 9% acima do que no fim da colheita passada.

O resultado da cotação é a compensação da relativa quebra na produtividade, que diminuiu em comparação com a safra anterior. O motivo foram as variações climáticas, com muita chuva na época do plantio e muito calor em janeiro e fevereiro, quando os grãos estavam em desenvolvimento.

Na indústria de beneficiamento Fighera, em Santa Maria, o trabalho de polir, classificar e embalar o arroz para envio aos mercados ocorre durante todo o ano. Agora, com a colheita encerrada, a empresa tem estoque da produção própria para manter as máquinas em funcionamento durante três a quatro meses.

— O ano passado foi excepcional, então mesmo não sendo igual, este ano foi bom também. A qualidade do grão, apesar do calor intenso, se manteve na média de 58% de grãos inteiros, o que é razoável — diz o gerente de produção da indústria, Jairo Fighera.

Na propriedade de Fabiano Stochero Dutra, em Santa Flora, a colheita foi abaixo da média em relação a anos anteriores, mesmo evitando a comparação com a Safra 2012/2013. Ele colheu 6,5 mil kg por hectare, quando normalmente sua média é de 7,5 mil kg por hectare.

— Não dá para se queixar, o preço está bom e as vendas devem ser melhores do que no ano passado, quando tinha muita oferta. Mesmo assim, no próximo plantio pretendo ampliar um pouco a área do arroz, diminuindo a de soja. O preço da soja é maior, mas em uma mesma área, com bom manejo, consigo uma renda maior com o arroz.

O diretor técnico do Irga, Rui Ragagnin, enumera alguns fatores que ajudaram o produtor a manter a renda, mesmo com as intempéries. O crescimento das exportações, o incentivo à rotação de culturas e o crédito presumido de 7% para as indústrias que beneficiam pelo menos 90% de arroz gaúcho, o que limita a importação, permitiram a manutenção dos preços.

Fonte: Zero Hora

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