CNA reúne produtores de grãos em Campo Novo do Parecis

Brasília (14/08/2019) – Técnicos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) realizaram na quarta (14) o levantamento de custos de produção de soja e milho safrinha em Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso.

O encontro faz parte do projeto Campo Futuro e reuniu produtores, sindicatos rurais, técnicos de assistência e extensão rural e representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).

De acordo com o assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Alan Malinski, dados preliminares do painel mostram que as lavouras da região tiveram o potencial produtivo prejudicados pelo excesso de dias nublados em meados de novembro e janeiro e excesso de chuvas em meados de abril e maio.

“A produtividade das lavouras de soja teve uma redução de produtividade de 10% em relação às expectativas iniciais. Isso ocorreu devido ao excesso de dias nublados ocorrido em meados de novembro e janeiro”, explicou.

Segundo ele, o custo de produção teve incremento de aproximadamente 6%, proporcionado principalmente pelos fertilizantes e defensivos. A margem líquida da oleaginosa teve queda de aproximadamente 13% em relação à safra passada.

“O milho safrinha, com a queda de qualidade, teve margem líquida para praticamente cobrir os custos. Isso tem incentivado os produtores a implementar outras culturas em detrimento ao milho em parte das áreas”, completou.

Para a próxima safra, a tendência é de leve aumento dos custos, mas os produtores devem repetir o pacote tecnológico adotados nas últimas safras, pois isso proporcionará bons rendimentos, assim como tem ocorrido nos últimos anos.

A região oeste do Mato Grosso tem grande representatividade no cultivo de diversas culturas, como a soja na primeira safra e o milho safrinha e algodão na segunda. Mas outras culturas também têm se destacado devido ao aumento da demanda, como milho pipoca, girassol, feijão caupi, feijão azuki, feijão mungo, chia, gergelim e grão de bico.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, Antônio Brólio, o plantio dessas culturas costuma estar atrelado a vendas antecipadas, pois o mercado é muito específico. Ele destaca que a boa taxa de retorno faz com que o plantio tenha maior participação no planejamento dos produtores da região.

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Fonte : CNA