CNA propõe à FAO parceria para acabar com a fome na área rural brasileira

“A CNA tem tudo a ver com o trabalho da FAO, pois somos produtores de alimentos”, enfatizou Martins.

Em resposta ao presidente da CNA, o representante da FAO no Brasil também demonstrou interesse na parceria e destacou o trabalho do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) para contribuir para esse processo. “O SENAR tem larga experiência e uma ótima metodologia. Podemos sim criar essa sinergia”, afirmou Bojanic. João Martins lembrou que a CNA vem trabalhando para ascender, em um primeiro momento, 500 mil produtores rurais à classe média brasileira. “Nas últimas décadas, 30 milhões de pessoas nas cidades migraram para a classe média, o que não aconteceu no meio rural”, relatou.

No Brasil, cerca de 3,2 milhões de produtores rurais produzem para sustento próprio, sem gerar excedentes de produção para comercialização. A CNA avalia que esse universo de pessoas é classificado como “moradores rurais” e não produtores. Uma das alternativas para mudar essa realidade é intensificar a assistência técnica e a extensão rural no campo, alcançando um número cada vez maior de propriedades, a partir do trabalho desenvolvido pelo SENAR visando promover maior inserção social no campo.

Na parte de sustentabilidade, um dos pontos defendidos pelos dois dirigentes é o uso de tecnologia para ampliar a produção e a produtividade sem a necessidade de abrir novas áreas, uma vez que o Brasil possui terra suficiente para este objetivo. Outra questão abordada foi o uso racional da água. A entidade também defende o aumento do potencial de irrigação no país. Hoje, apenas seis milhões de hectares são utilizados para esta finalidade, o que representa somente 20% da área total potencialmente irrigável no Brasil, e apenas 10% da área total de produção de grãos e fibras. Países como o México usam 90% do potencial de irrigação.

Participaram do encontro: os vice-presidentes diretores da CNA, José Mário Schreiner (GO), o vice-presidentes de Finanças, Eduardo Riedel (MS), o secretário-executivo do SENAR, Daniel Carrara, o presidente do Instituto CNA, Roberto Brant, o presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, Rodrigo Justus de Brito, o superintendente técnico, Bruno Lucchi, e a superintendente de Relações Internacionais, Alinne Oliveira.


Fonte: CNA

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