CNA, Mapa e setor produtivo debatem medidas para fortalecer fruticultura nacional

Brasília (18/06/2019) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e as entidades representativas da fruticultura discutiram, na terça (18), medidas para fortalecer a cadeia produtiva com ações focadas no monitoramento e controle das moscas das frutas.

O assunto foi tema da reunião conjunta da Comissão Nacional de Fruticultura da CNA e da Câmara Setorial do Mapa.

Presidente da Comissão da CNA e da Câmara Setorial do Mapa, Luiz Roberto BarcelosPresidente da Comissão da CNA e da Câmara Setorial do Mapa, Luiz Roberto Barcelos

“Nós temos que despertar a consciência do pequeno e médio produtor de que esse monitoramento é uma ferramenta importante e o Senar é muito importante nisso, porque está em todos os lugares e poderá levar esse conhecimento e essa conscientização ao pequeno produtor,” afirmou Luiz Roberto Barcelos, presidente da Comissão.

O Ministério apresentou as exigências da normativa 523/19 da União Europeia que estabelece novas regras fitossanitárias para a importação de frutas no Bloco.

“Essa normativa da União Europeia entrará em vigor em 1º de setembro como forma de proteção daquele bloco contra a entrada de pragas. Ela pode restringir à medida que o produtor não adotar as exigências que estão fazendo”, explicou Carlos Goulart, Diretor do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas do Mapa.

Carlos Goulart, Diretor do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas do Mapa.Carlos Goulart, Diretor do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas do Mapa.

Segundo Goulart, o ministério formalizará um modelo de monitoramento para que o produtor possa se organizar nos próximos três meses e manter seu fluxo de exportação para o bloco.

Ele reforçou a importância de se criar estratégias para motivar o produtor a investir no monitoramento da praga e evitar casos como o de Roraima, que está de quarentena e com veto do Mapa para saída de frutas do estado devido à mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae).

Na avaliação do gerente técnico da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), Jorge de Sousa, o setor privado precisa se organizar para que o Brasil consolide sua posição como grande exportador de frutas.

Gerente Técnico da Abrafrutas, Jorge de SousaGerente Técnico da Abrafrutas, Jorge de Sousa

“A fruticultura brasileira está no momento de tomar consciência que a sua competitividade tanto para o mercado interno quanto externo passa pelo monitoramento das moscas das frutas, que é um dos problemas fitossanitários mais sérios que nós temos. É muito importante um trabalho conjunto entre as associações de classe, sindicatos rurais e o Sistema CNA/Senar.”

Para Luiz Roberto Barcelos, presidente da Comissão da CNA e da Câmara Setorial do Mapa, o que a União Europeia está pedindo neste momento é que o Brasil apresente o monitoramento e demonstre quais são os riscos de contaminação por essas pragas.

“No Vale do São Francisco onde produzimos muita manga, por exemplo, a incidência é muito baixa. Então é isso que precisamos demonstrar e só se demonstra fazendo monitoramento sério, acompanhado das agências estaduais e do Ministério da Agricultura.”

A reunião discutiu ainda os avanços do grupo de trabalho Minor Crops Brasil, que debate o registro de defensivos para pequenas culturas, das atualizações do programa de rastreabilidade Agritrace Vegetal, da rota da fruticultura, do Ministério do Desenvolvimento Regional, e, ainda, da implantação da nova versão do sistema de gerenciamento de trânsito internacional de produtos e insumos agropecuários (Sigvig 3.0) do Mapa, que pretende otimizar o trâmite para emissão de certificados fitossanitários para exportação.

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Fonte : CNA