CNA fecha parceria com Fórum Econômico Mundial

A união deve resultar na elaboração de um plano estratégico para o agronegócio brasileiro

por Estadão Conteúdo

Wilson Dias/Abr

Segundo a presidente da CNA, a senadora Kátia Abreu, a agropecuária brasileira cresceu 9,7% no primeiro trimestre deste ano (Foto: Wilson Dias/Abr)

A Confederação da Agricultura e da Pecuária do Brasil (CNA) informa que firmou na segunda-feira (17/6), em Genebra, parceria com o Fórum Econômico Mundial para elaboração de um plano de ação estratégico para o setor do agronegócio brasileiro e a transferência de tecnologia para o continente africano.
A pedido da presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (PSD/TO), "o Fórum concordou em utilizar sua experiência para redigir uma agro-agenda que responda às demandas comuns dos quatro elos da cadeia que compõe o agronegócio brasileiro – insumos, produção, industrialização e comercialização". A parceria, que terá como horizonte até 2020, visa a estabelecer e organizar ações para desenvolver o setor agropecuário, informa a CNA em nota.
Kátia Abreu, durante encontro com o diretor executivo do Fórum Econômico Mundial, Borge Brende, relatou que a agropecuária brasileira cresceu 9,7% no primeiro trimestre deste ano em relação aos últimos três meses de 2012. "O agronegócio é o motor da economia brasileira. Mas se traçarmos um objetivo comum para o setor, podemos crescer ainda mais", disse ela, acrescentando que Brende mostrou interesse na experiência brasileira em agronegócio e pediu a colaboração da CNA em programas de capacitação de agricultores africanos e na gestão dos recursos hídricos no continente.
A senadora afirmou que a CNA é favorável à democratização do acesso à tecnologia e vai levar esse conhecimento à África. Ela lembrou que nos últimos 40 anos o Brasil deu um salto em matéria de segurança alimentar, ao passar da condição de país importador a exportador de alimentos. "Estamos prontos para dividir essa experiência com o continente africano", disse a presidente da CNA.
No encontro, ela criticou algumas decisões do Mercosul, por considerar prejudiciais ao agronegócio brasileiro. Ela considera inconcebível que os dois países do bloco sul-americano ditem as regras para a agricultura brasileira. "Queremos inverter esse paradigma. Nós, os agricultores e pecuaristas brasileiros, estamos entre os que mais contribuem para o crescimento econômico do Brasil. É inaceitável que Argentina e Venezuela decidam nosso destino", disse. "O país ainda precisa avançar em áreas como logística e infraestrutura, cabotagem, reforma da previdência e o custo da mão de obra, que é um dos mais altos do mundo".

Fonte: Globo Rural

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