CNA defende Cadastro Ambiental Rural em audiência Pública no Senado

Brasília (25/04/2019) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu na quinta (25), em audiência pública no Senado, a importância do Cadastro Ambiental Rural (CAR) ao mostrar que o produtor brasileiro produz conservando o meio ambiente.

"Na lei atual, os dados do CAR mostram um percentual elevado de conservação em relação a outros países", afirmou o consultor de meio ambiente da CNA, Rodrigo Justus.

A audiência pública foi requerida pelo senador Márcio Bittar (MDB/AC) e debateu os dados do CAR e a preservação ambiental por produtores rurais.

“O CAR é um instrumento que foi criado no Código Florestal para que houvesse um controle georreferenciado e um controle sobre a dinâmica de uso do solo. Foi criado para atender os interesses da conservação e também para garantir que o setor agropecuário continuasse desenvolvendo suas atividades,” ressaltou Justus.

Rodrigo Justus, Consultor de Meio Ambiente da CNA“O Brasil tem o maior grau de conservação e proteção do mundo em relação à vegetação nativa", afirmou Justus.

O debate contou com a presença de representantes da Embrapa, Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Contag, Imaflora, Instituto de Estudos Avançados da USP e Centro de Sensoriamento Remoto da Universidade Federal de Minas Gerais.

“A agricultura tem papel fundamental na manutenção das áreas de preservação no Brasil. O país é competitivo e faz isso protegendo o meio ambiente”, destacou o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Celso Luiz Moretti.

O presidente da FPA, deputado Alceu Moreira (MDB/RS), lembrou a criação do Código Florestal, em 2012, e da ausência de dados na época. Segundo ele, é muito mais fácil hoje trabalhar o uso e a atribuição do solo no País com os dados do CAR.

Alguns palestrantes defenderam ainda mais investimento em tecnologia para conservação do meio ambiente e o pagamento por serviços ambientais como alternativa para que o produtor mantenha os ativos ambientais na propriedade.

“É necessário criar políticas adequadas para equilibrar produção e proteção ambiental, e remunerar o produtor pelo que ele preserva é uma forma”, disse Luís Fernando Guedes, pesquisador do Imaflora.

“O Brasil tem o maior grau de conservação e proteção do mundo em relação à vegetação nativa. De acordo com estudos da FAO, o País tem 37% de todo o estoque mundial de terras a serem usadas no futuro, o que significa mais de um terço das terras aráveis com capacidade de produção com baixo nível de irrigação”, finalizou Rodrigo Justus.

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Fonte: CNA

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