CMN prorroga dívidas e libera LEC

Fonte: Correio do Povo

O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou ontem, em reunião extraordinária, a renegociação de operações de investimento, custeio e Empréstimo do Governo Federal (EGF) para arrozeiros e suinocultores. Ao setor suinícola, que é afetado pelo embargo russo e pela alta nos insumos, também foi concedida Linha Especial de Crédito (LEC) para comercialização de suínos vivos, com preço de referência de R$ 1,74 por quilo e teto de R$ 1,3 milhão/produtor. Ainda há limite de R$ 40 milhões por agroindústria.
O presidente da Associação dos Criadores de Suíno do RS (Acsurs), Valdecir Folador, avalia a série de medidas como positivas – embora tardias – frente ao cenário. No entanto, critica o preço-base. "Esse valor de R$ 1,74 é fora de propósito. Salva a indústria e mata o produtor." Segundo ele, é preciso considerar o custo de produção, de R$ 2,50.
O diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos (Sips), Rogério Kerber, confirma que a LEC era um pleito das agroindústrias, mas, antes de comemorar, destaca ser necessário examinar a forma como a linha será operacionalizada. O preço de referência, conforme ele, é o mínimo que a indústria terá que repassar ao produtor. "Se for pagar mais, não tem problema."

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