CMN aprova até R$ 4,6 bi para safra de café

 

Com a decisão, os recursos devem ser liberados à cadeia produtiva bem mais cedo do que nos anos anteriores

O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu nesta quinta-feira, 31, a distribuição de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para a aplicação em operações de crédito para a safra deste ano. De acordo com o secretário adjunto de Política Agrícola e Meio Ambiente do Ministério da Fazenda, Ivandré Montiel, a Lei Orçamentária Anual estabeleceu como limite R$ 4,8 bilhões para o fundo, dos quais R$ 4,6 bilhões serão usados no próximo período de contratação, que se inicia em abril. Os R$ 200 milhões restantes, segundo ele, ficarão como margem de contingência para algum outro tipo de demanda adicional de linha de crédito.

A distribuição de recursos se dará da seguinte forma: serão até R$ 950 milhões para operações de custeio, mesmo valor do ano passado; até R$ 1,752 bilhão para operações de estocagem, ante R$ 1,5 bilhão no ano passado; até R$ 1 bilhão para operações de financiamento para aquisição de café, ante R$ 750 milhões no ano passado; até R$ 10 milhões para financiamento de contratos de opção e operações com mercados futuros, mesmo valor do ano passado.

A distribuição de recursos para financiamento de capital de giro para a indústria de café solúvel será de até R$ 200 milhões; para a indústria de torrefação, até R$ 300 milhões; e para cooperativas de produção, até R$ 400 milhões. São os mesmos valores aprovados no ano passado. A linha que financia a recuperação de cafezais danificados terá até R$ 20 milhões, mesmo valor do ano passado.

De acordo com o secretário, a decisão do CMN está dentro do cronograma normal deste ano. No ano passado, o dinheiro saiu apenas em agosto. "Tivemos um aperto no ano passado. No ano passado, a distribuição ocorreu mais para frente por problemas de aprovação do orçamento", afirmou. "Os recursos para crédito rural têm um período ótimo para chegar".

 ESTADÃO CONTEÚDO

Fonte: Portal DBO