Câmbio afeta resultado da Heringer

A Fertilizantes Heringer, uma das três maiores empresas do setor no Brasil, registrou aumento de 22,4% na receita líquida e queda de 62,1% no lucro líquido no primeiro trimestre de 2012 em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo a companhia, os resultados foram impactados pela volatilidade cambial e pela queda dos preços das matérias-primas.

A receita líquida nos primeiros três meses de 2012 totalizou R$ 959,1 milhões, um crescimento de 22,4% ante os R$ 783,6 milhões do primeiro trimestre de 2011.

Já o lucro líquido recuou 62,1% no período, para R$ 3,1 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) teve queda de 75,7%, para R$ 10,7 milhões.

O diretor de relações com investidores da Heringer, Wilson Mardonado, reforçou que as margens foram afetadas negativamente pela queda dos preços das matérias-primas no primeiro trimestre do ano em relação ao quarto trimestre de 2011, além da variação cambial. Ele explica que o mercado brasileiro de fertilizantes é tomador de preços e tem o dólar como base. Mardonado analisa que diante das variáveis do mercado, é preciso que a companhia seja avaliada em período anual.

No ano passado, a Heringer alcançou recordes no volume de entregas e no faturamento. A receita líquida atingiu R$ 4,7 bilhões, avanço de 33,6% em relação a 2010. O volume de entregas cresceu 7,2%, para 4, 8 milhões de toneladas. Já o lucro líquido de 2011, de R$ 63,9 milhões, foi afetado pela variação cambial e obteve modesto crescimento de 3,4%.

Apesar das margens negativas registradas até agora, a companhia acredita nas boas perspectivas para 2012 com base em aumento da produtividade agrícola e rentabilidade na maioria das culturas. Espera-se um aumento na demanda nacional por fertilizantes de 2,5% em relação a 2011, que deve representar 29 milhões de toneladas entregues ao consumidor final.

O volume de entregas da Heringer de janeiro a março deste ano somou 972 mil toneladas, expansão de 11,3% sobre o mesmo período do ano passado, com destaque para o aumento nas cultura de milho (31,9%) e cana-de-açúcar (19,3%).

A companhia apresentou crescimento de market share nos três primeiros meses de 2012, que passou de 17,6% para 18,3%.

Fonte: Valor | Por Carine Ferreira | De São Paulo

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