Clima pode encarecer a produção de leite

Segundo a Gadolando, mesmo com pastagens mais resistentes, frio e geada exigem um reforço de suplementação

O frio extremo da última semana e as geadas frequentes no Rio Grande do Sul preocupam os produtores de leite do Estado. Mesmo com a resistência das pastagens à época, a continuidade dos eventos climáticos pode influenciar nos custos de produção da atividade. A avaliação é da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando).

Segundo o presidente da entidade, Marcos Tang, o produtor trabalha com as pastagens e o inverno costuma ser uma boa época, pois o azevém é resistente ao frio, mas a um frio moderado.

"Ele precisa de suas horas de luz e de água. Quando temos frios extremos por uma ou duas semanas de geadas fortes, essa pastagem não reage. Mesmo que ela não morra, ela não brota e não conseguimos fazer essa rotação como de costume, com o animal voltando em 10 a 15 dias à pastagem, ou retarda o corte para fazer o pré-secado ou feno, que é quem leva a pastagem para o cocho. Essa planta ficará parada no seu desenvolvimento", observa.

Com isso, a preocupação com os custos de produção do gado leiteiro também repercute na propriedade. Conforme Tang, em casos como estes, é necessário aumentar a suplementação.

"Com isso temos que tratar mais no cocho, comprar mais insumos e o custo de produção aumenta.

É desta forma que o frio extremo e a geada afetam os custos, pois não tendo as pastagens os animais não podem ficar sem comida, tem que comprar outros insumos para poder oferecer", destaca.

Fonte: Jornal do Comércio

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