Clima afeta colheita de soja no Paraguai

O clima seco e quente que vem prejudicando as lavouras de soja em regiões produtivas do Brasil também afeta os campos do Paraguai. De acordo com a Câmara Paraguaia de Exportadores e Comerciantes de Cereais e Oleaginosas (Capeco), 1,3 milhão de toneladas da oleaginosa deixarão de ser colhidas por causa das intempéries.

Se confirmada a previsão, a colheita do país vizinho ficará próxima de 8 milhões de toneladas nesta temporada 2018/19, distante das 10 milhões registradas nos últimos ciclos. "As primeiras variedades que foram plantadas em setembro sofreram muito no início, e as variedades de plantio em outubro também tiveram uma importante recaída, que ainda não conseguimos avaliar", afirmou Luis Cubilla, assessor da Capeco à consultoria Trigo & Farinhas.

Em relatório para clientes, a consultoria diz, ainda, que o assessor da Capeco relatou que, em termos gerais, o rendimento das lavouras "não é bom". Até o momento, 70% da área semeada com soja no Paraguai foi colhida, o equivalente a 3,5 milhões de hectares.

Conforme dados no site da Capeco, a indicação de dezembro era de produtividade de 1.500 quilos a 1.800 quilos por hectare. Posteriormente, os rendimentos médios melhoraram e superaram os 2.200 quilos por hectare em janeiro.

Com a ajuda de agricultores brasileiros, o Paraguai tornou-se um importante "player" no mercado de soja nos últimos anos. Em 2017/18, foi o terceiro maior exportador do grão, atrás de Brasil e EUA, e passou a Argentina, onde houve quebra de safra.

Conforme a Capeco, em 2018 os embarques somaram 6,25 milhões de toneladas, e 67% do total ficou na Argentina. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) calcula que o Paraguai tenha exportado 6 milhões de toneladas na safra 2017/18 e projeta 5,6 milhões para 2018/19.

Por Fernanda Pressinott | De São Paulo

Fonte : Valor

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