Chuvas devem continuar nas lavouras até o final de julho

 

As fortes chuvas que estão caindo sobre a lavoura devem continuar gerando perdas para o agricultor no mês de julho. Faltando duas semanas para acabar o mês, a previsão é de que o excesso de águas atrapalhe a atividade no campo. “As chuvas deverão retornar às regiões produtoras do Paraná e do sul do Mato Grosso do Sul, onde novamente ocorrerá paralisações das atividades de campo, como colheita e aplicação de defensivos agrícolas”, explica o agrometeorologista da Somar, Marco Antônio dos Santos.

Geralmente, um dos meses mais secos do ano, julho tem registrado chuvas acima da média. O agrometeorologista explica que esse fator está relacionado com a incidência do El Niño. Ainda de acordo com ele, nas últimas três semanas, todos os sistemas meteorológicos começaram a se formar sobre o Paraguai e não na Argentina, como é o normal para essa época do ano. “Com isso, as chuvas, durante esse período (em julho), estão bem mais concentradas sobre o Paraná e Mato Grosso do Sul”, analisa.

Para o produtor, o excesso de chuvas pode prejudicar algumas culturas, como por exemplo o milho safrinha, que, por conta do alto volume de água, acelera a maturação do grão, além de causar atraso na colheita. No cultivo de trigo, as doenças estão causando perdas para o agricultor, e como a chuva não para, eles não conseguem ir a campo realizar os tratamentos necessários.

De acordo com Marco Antônio, o Paraná e o sul do Mato Grosso do Sul as regiões que estão concentrando os maiores volumes de chuvas. Na cidade paranaense de Palotina, o índice está 363% acima da média para o mês de julho. Já em Naviraí, MS, o nível ficou 396% acima da média.

Fonte:  Famasul / Universo Agro

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