Chuvas atrasam colheita da cana no Centro-Sul

Qualidade da safra nova também foi afetada na primeira quinzena de junho

por Globo Rural On line

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A quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana-de-açúcar processada registrou queda de 5,16% em relação ao mesmo período de 2012

A moagem de cana-de-açúcar somou 35,14 milhões de toneladas na primeira metade de junho no Centro-Sul do Brasil, em linha com o volume verificado na quinzena anterior, de 35,136 milhões de toneladas. “As chuvas registradas na primeira quinzena de junho em diversas regiões produtoras prejudicaram o avanço da colheita”, diz Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da Uniao da Indústria da Cana de Açúcar (UNICA).
No acumulado do início da safra até 16 de junho, o volume processado de cana-de-açúcar somou 151,64 milhões de toneladas, 56,86% superior ao apurado no mesmo período de 2012, porém 12,82% abaixo da quantidade moída na safra 2010/2011, quando foi registrada moagem recorde de 556,95 milhões de toneladas na região Centro-Sul.
Já a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana-de-açúcar processada atingiu 125,30 kg por tonelada nos primeiros 15 dias de junho, em queda de 5,16% em relação ao índice registrado na quinzena anterior. No acumulado desde o início da safra 2013/2014 até 16 de junho, o teor de ATR totalizou 122,10 kg por tonelada de matéria-prima, crescimento de 4,82% comparativamente a igual período do ano anterior.

Açúcar e Álcool

Na primeira quinzena de junho, a produção de açúcar alcançou 1,78 milhão de toneladas e a de etanol atingiu 1,48 bilhão de litros no período, dos quais 851,52 milhões de litros de etanol hidratado e 633,31 milhões de litros de etanol anidro.

Já no acumulado da safra 2013/2014 até a primeira metade de junho, a fabricação de açúcar totalizou 7,39 milhões de toneladas, enquanto o volume produzido de etanol alcançou 6,32 bilhões de litros (3,93 bilhões de litros de etanol hidratado e 2,38 bilhões de litros de etanol anidro). “Os números de registrados até o momento confirmam a tendência de um mix mais alcooleiro para a safra atual”, diz Pádua.

Fonte: Globo Rural

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