Chuva atrasa colheita de algodão, mas cotação cai

A lentidão dos trabalhos no campo, provocada pelas chuvas entre maio e o início de junho em regiões produtoras de algodão do país, não deve sustentar os preços da pluma. Conforme Jerson Carvalho Pinto, da Diversa Corretora de Cereais, de Rondonópolis (MT), a demanda está desaquecida e as indústrias pressionam para que as cotações baixem ainda mais. "Estão oferecendo R$ 1,90 por libra-peso, mas os vendedores esperam algo entre R$ 1,92 e R$ 1,94 por libra-peso", afirma.

Ele estima que cerca de 50% da safra de algodão de Mato Grosso já tenha sido negociada. O Estado é responsável por mais da metade da produção nacional – a Conab prevê uma colheita de 939,4 mil toneladas em 2013/14, 28,5% acima do ciclo passado. "Há poucos negócios no momento. As indústrias têm conseguido alguma coisa com as tradings, que estão se desfazendo de volumes da safra passada", afirma Pinto.

Desde o início de fevereiro, o preço da pluma já caiu cerca de 17%, para R$ 1,9177 por libra-peso na sexta-feira, segundo o indicador Cepea-Esalq/USP. Pinto não descarta que os preços caiam abaixo de R$ 1,90, com o avanço da colheita. A tendência é que a retirada da pluma do campo atrase em pelo menos 15 dias em Mato Grosso e na Bahia. "Acredito que o agricultor irá cumprir seus contratos de exportação e segurar o restante, para ver se os preços reagem", diz o corretor.

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Fonte: Valor | Por Mariana Caetano | De São Paulo

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