Chuva alaga 12% do Parque de Exposições Assis Brasil

Dois estacionamentos foram interditados e 39 expositores tiveram seus estandes atingidos

Tadeu Vilani

Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Setor onde se encontram os implementos e máquinas agrícolas foi quase todo tomado pela água, trazendo prejuízo ao expositores

O Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, que sedia desde o último sábado a 36ª edição da Expointer, também está sendo afetado pelo grande volume de chuva que vem sendo registrado desde a quinta-feira passada na Região Metropolitana. De 10% a 12% dos 137 hectares do parque estão embaixo da água, o que levou os organizadores a interditar os estacionamentos número 15 e 16.

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Outra consequência desta situação foi a suspensão das provas morfológicas estabelecida pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC). Também 39 dos 127 expositores foram atingidos pelo alagamento. Foi registrado, ainda, o alagamento dos oito hectares de pastagens cultivadas, que são utilizadas para alimentar os mais de cinco mil animais que participam da feira.

De acordo com dados fornecidos pela direção do Parque de Exposições e organização da Expointer, no mês de agosto, até o momento, já choveu 365 milímetros, índice três vezes superior à média histórica do mês, que fica em torno de 120 mm.

Solução estrutural

– O município de Esteio é um dos mais afetados pelas chuvas deste mês de agosto, e, para piorar a situação, o parque está localizado numa região baixa, ao lado do arroio Esteio, há menos de 200 metros do Rio dos Sinos, para onde escoa toda a água dos esgotos pluviais da região – comentou o secretário da Agricultura Luiz Fernando Mainardi.

Mainardi concedeu entrevista no final da tarde desta segunda, dia 26, acompanhado do presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos do Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier, e do presidente da Expointer, Telmo Motta. Segundo o secretário, para que o transtorno não se repita, é necessário buscar uma solução estrutural, articulada com todos os entes públicos e privados estabelecidos nesta bacia hidrográfica. O Mainardi destacou que as prefeituras da região e empreendedores privados serão procurados para buscar soluções.

– Pontualmente, estamos realocando os expositores da área dos Simers e monitorando o nível do arroio, que está represado pelos ventos que sopram do sul e pela cheia do Sinos – disse o secretário.

Para o próximo ano, quando, conforme ele, dificilmente se repetirá um volume de chuva tão acentuado, a pista da ABCCC será coberta e a área do Simers, levantada.

O presidente do Simers, Claudio Bier, afirmou que os prejuízos ainda não foram calculados, mas que foi feito um apelo ao secretário e ao diretor do parque pela manhã, que prontamente foi atendido, sendo definido um local alternativo que será destinado aos expositores de máquinas, minimizando os problemas dos associados.

Segundo o supervisor regional da empresa Toyama, Gleydson Coelho, houve algumas perdas e prejuízo nas vendas.

– Entendemos que foi um evento natural, uma infelicidade, mas os prejuízos foram grandes e agora é o momento de planejar para que isso não volte a ocorrer.

Estacionamento

O ingresso pelos portões 15 e 16 continua interditado na terça, dia 27. Isso retira cerca de 50% da capacidade de estacionamento do parque, estimado em dez mil vagas, e impede que visitantes coloquem seus veículos no interior do Parque Assis Brasil.

ASSESSORIA EXPOINTER

Fonte: Ruralbr

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