China preocupa e derruba preços de grãos

O primeiro pregão de negociação de contratos futuros de grãos de 2016 na bolsa de Chicago reviveu momentos de tensão observados no ano passado. A divulgação de dados fracos sobre a economia da China voltou a provocar uma onda de liquidação de posições e uma consequente queda expressiva nas cotações de soja, milho e trigo.

Os contratos de segunda posição de entrega da soja (março) caíram 0,95%, ou 8,25 centavos, e fecharam a US$ 8,56 o bushel. Os do milho (maio) recuaram 1,92%, ou 7 centavos, para US$ 3,575 o bushel, e os do trigo (maio) fecharam com queda de 2,5%, ou 12 centavos, a US$ 4,645 o bushel.

As leituras do índice dos gerentes de compras (PMI) do setor industrial chinês feitas pelo governo e pelo Caixin (ex-HSBC) ficaram abaixo de 50, indicando contração, e derrubaram ontem os mercados acionários e de commodities. Os grãos não passaram incólumes, já que a China é o maior importador de soja do mundo.

No ano passado, porém, o país importou mais soja que em 2014, a despeito das turbulências em seu mercado financeiro e em sua moeda. Mesmo assim, os investidores, em um primeiro momento, temem que uma desaceleração da China afete o consumo do grão.

A onda de aversão a ativos de risco acabou impulsionando o dólar em relação a diversas moedas, o que teve particular efeito negativo sobre os preços do trigo. Os Estados Unidos têm encontrado dificuldades em competir no mercado global do cereal por causa da apreciação de sua moeda. Além disso, previsões de clima favorável a lavouras na Europa também exerceram pressão sobre a commodity.

Fonte: Valor |  Por Camila Souza Ramos | De São Paulo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *