China passa a exigir que frigoríficos façam teste de Covid-19 em carnes

Medida consta em documento com diretrizes para o controle da doença publicado pela Comissão de Saúde do país nesta quinta-feira

CLEYTON VILARINO
23 JUL 2020 – 20H21 ATUALIZADO EM 23 JUL 2020 – 20H24

    frigoríficos (Foto: Getty Images)

(Foto: Getty Images)

A Comissão Nacional de Saúde da China publicou nesta quinta-feira (23/7) uma série de diretrizes para a indústria processadora de carnes, o que inclui a exigência de teste de ácido nucleico para identificar o novo coronavírus no produto in natura.

A medida inclui cargas importadas de outros países, como o Brasil. De acordo com as autoridades chinesas, as empresas terão que implementar “um mecanismo completo de rastreabilidade para proibir estritamente o processamento que não atenda aos regulamentos de quarentena animal ou aos padrões de segurança alimentar” do país.

“Além dos pedidos de ingresso e dos registros de inspeção de compra, os produtos importados de carne bovina e de aves devem ter um ‘certificado de teste de ácido nucleico’ antes de serem produzidos na fábrica”, afirma o documento.

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Em nota, a Comissão Nacional de Saúde da China destacou os surtos ocorridos em unidades de “Alemanha, Reino Unido e outros países europeus e americanos” e reconheceu que “locais de trabalho como abate, segmentação, armazenamento e embalagem são principalmente ambientes fechados de baixa temperatura, que apresentam um maior risco de transmissão de vírus”.

No caso de animais vivos destinados ao abate, as diretrizes estabelecidas pela China exigem que eles sejam originários de área não epidêmica e com certificado de quarentena e da desinfecção do meio usado para transportá-lo.

“Ao entrar na fábrica, os veículos de transporte de animais devem usar desinfetante contendo cloro 500-1000mg / L para desinfecção por spray e desinfecção por 30 minutos”, apontam as regras publicadas pelo governo chinês.

O documento também exige a desinfecção dos ambientes de processamento e abate após cada turno, além de outras medidas de higiene, como troca de roupas e equipamentos dos trabalhadores e desinfecção de superfícies e itens de uso comum.

Trabalhadores

Em relação à segurança dos trabalhadores dentro das unidades de processamento de carne, o Conselho Nacional de Saúde da China estipulou um distanciamento mínimo de um metro entre os funcionários em todas as áreas de processamento, além de uso de máscaras, luvas e outros equipamentos de proteção definidos de acordo com cada setor da indústria.

Em ambientes de baixa temperatura, por exemplo, torna-se obrigatório usar “bonés de trabalho, máscaras médicas descartáveis ou máscaras cirúrgicas médicas descartáveis, telas faciais, luvas, roupas de trabalho e botas de borracha antes de entrar na oficina e usar aventais e capas de chuva correspondentes de acordo com os requisitos do trabalho”.

As empresas de processamento de carne da China também terão de “estabelecer uma área de observação de isolamento” para funcionários com sintoma e seus contatos próximos.

Caso seja constatado um caso positivo, as diretrizes determinam que o frigorífico implemente “medidas internas de prevenção e controle antiproliferação e anti-exportação” do vírus, além de cooperar com as investigações epidemiológicas realizadas pelas autoridades sanitárias, rastrear contactantes e desinfetar o local de trabalho do funcionário.

“De acordo com a gravidade da epidemia, o local de trabalho será temporariamente fechado e a produção será retomada após o controle da epidemia”, conclui o documento da Comissão Nacional de Saúde da China.

Fonte: Globo Rural

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