Cepea: valorização da soja pode estimular plantio na próxima safra

Os preços da soja no Brasil e no mercado internacional devem estimular o plantio para a safra 2013/2014. É a avaliação do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Em agosto, as cotações no mercado interno tiveram uma valorização de 10,33% no mês de agosto. O indicador Esalq/BM&FBovespa, com base no Porto de Paranaguá (PR) fechou a R$ 73,67 por saca de 60 quilos na última sexta-feira (30/8). Por outro indicador, o Cepea/Esalq, com base no Paraná, a valorização dói de 13,88% no mês passado (R$ 71,38 por saca em 30/8).
“Estimativas já apontam que a área com soja no Brasil deve crescer expressivamente na safra 2013/14”, informa o Cepea, em alerta de mercado divulgado nesta terça-feira (3/9).
Os preços praticados em Mato Grosso confirmam o cenário de valorização. A cotação da soja para a entrega em fevereiro do ano que vem (pagamento em março) subiram 2,8% na semana passada em relação à anterior. De acordo com o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea), a cotação acompanhou a valorização do grão em Chicago (EUA) e a alta do dólar no Brasil.
“Em média, cada centavo que se eleva na moeda reflete em cerca de R$ 0,30/saca de soja no valor oferecido para os produtores”, informa o Imea.

Em Chicago

No mercado internacional, a atenção maior ainda é para o clima nos Estados Unidos e o impacto sobre as lavouras do grão. Depois da parada, por causa do feriado no país, as operações no mercado futuro em Chicago (CBOT/CME) são retomadas nesta terça-feira (3/9).
De acordo com Pedro Djeneka, da PHDerivativos, as chuvas ocorridas no último fim de semana não foram abrangentes e a questão climática está cada vez mais imprevisível. Segundo ele, estados como Indiana, Iowa e Illinois tiveram o mês de agosto mais seco desde 1897.
“Os mapas metereológicos ainda não apontam para as chuvas desejadas nos próximos 10 dias – poucas chuvas aqui e ali, mas nada abrangente e volumoso. Está seco, bastante seco em boa parte do cinturão. O início de safra extremamente molhado ajudará parte da safra á "aguentar o tranco" por mais um tempo, mas áreas cada vez maiores estão sendo comprometidas”, disse ele, em artigo publicado em seu perfil no Facebook.
Djeneka descarta comparações da situação atual com a vivida no ano passado, quando a maior seca dos últimos 50 anos causou grandes perdas na produção do Estados Unidos. Ele acredita, no entanto, que se o clima continuar como está, os preços podem retomar os níveis de US$ 14,50 ou até US$ 15 por bushel no curto prazo.
“Se o clima trouxer o alívio necessário às safras até meados de setembro, é soja rumo a US$ 13, possivelmente até US$12, dependendo da quantidade, datas e abrangência das chuvas”, projetou.

Fonte : GloboRural | por Globo Rural On-Line

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