Cepea: preços do trigo sobem no País com ausência de vendedores e dólar alto

Preço do cereal atingiu o maior valor desde outubro nos portos argentinos

A ausência de vendedores no mercado de trigo tem impulsionado os preços internos do cereal. O patamar elevado do dólar, acima de R$ 4,17 no mercado futuro da B3, também pesa, ao encarecer as importações. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a oferta do trigo de qualidade – com PH 78 ou superior – é baixa e as cotações continuam elevadas mesmo com a demanda da indústria enfraquecida, já que os moinhos mantêm estoques que atendem, em média, dois meses.

Com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Cepea destaca que, até a primeira dezena de janeiro, o cereal importado da Argentina era negociado a R$ 993,08 por tonelada, enquanto o trigo brasileiro, no Paraná, estava em R$ 879,77 por tonelada. Para o Rio Grande do Sul, o trigo importado era cotado a R$ 963,56 por tonelada, contra R$ 804,03 por tonelada no Estado.

Nesse cenário, entre 10 e 17 de janeiro, os preços do trigo no mercado de lotes subiram 0,7% do Rio Grande do Sul, 1,4% no Paraná, 2,6% em São Paulo e 5,3% em Santa Catarina, conforme cálculos do Cepea.  Quanto ao mercado de balcão (valor pago ao produtor), as cotações subiram 2,1% no Rio Grande do Sul e 0,9% no Paraná. Na Argentina, o Ministério da Agroindústria registrou avanço de 9% no preço FOB, a US$ 230 por tonelada na sexta-feira, 17.

"Este é o maior valor desde o final de outubro de 2019, período que antecedeu a colheita. A alta está atrelada à maior demanda pelo cereal. A Bolsa de Rosário indica, contudo, que o valor do produto que será embarcado em janeiro é referente a contratos fechados anteriormente e, atualmente, não há interesse significativo em realizar novos negócios", mostra a análise.

Por outro lado, já foram comercializadas 14,8 milhões de toneladas de trigo argentino – sendo 13,44 milhões de toneladas para exportação e 1,4 milhão de toneladas, para o mercado interno, o que deixa menos de 5 milhões de toneladas para serem comercializadas.

Fonte ; Globo Rural

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