Centro de Excelência do Irga receberá investimento de R$ 9,2 mi

Os produtores gaúchos vão ganhar uma inovadora oportunidade de capacitação e aproximação com as novas tecnologias da cultura do arroz. O Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga) anunciou ontem, na Expointer, o projeto do Centro de Excelência em Difusão de Tecnologias Orizícolas, que receberá aporte de R$ 9,2 milhões e deve estar concluído até 2014.
As instalações serão construídas na Estação Experimental do Arroz do Irga, em Cachoeirinha, cujo complexo será totalmente reformado e adaptado com o objetivo de ser utilizado para treinamento e capacitação de técnicos e produtores rurais dedicados à cultura orizícola na Metade Sul do Estado. “Nós já fazemos cursos de capacitação, mas eles são excludentes, porque os produtores das regiões mais importantes para o arroz precisam se deslocar e pagar por hotéis, e muitos deles não podem”, aponta o presidente do Irga, Claudio Pereira.  O novo centro vai contar com refeitório e dormitório com 60 leitos disponíveis. Atualmente, entre 300 e 400 pessoas são capacitadas por ano. Após a finalização do centro, a meta é qualificar até 3 mil pessoas, por meio de 40 cursos. “Vamos proporcionar todas as condições de acomodação e alimentação aos produtores que nos visitarem”, ressalta o gerente de pesquisa da Estação Experimental do Arroz do Irga, Sérgio Lopes.
O centro deve contemplar a difusão de tecnologias avançadas para o sistema de produção agrícola sustentável em várzea no Estado, por meio de eventos como cursos, seminários, palestras e roteiros técnicos. Para o presidente do Irga, como a lavoura e o produtor estão em uma fase de transição, precisando adaptar-se à rotação de culturas e às novas alternativas tecnológicas, o projeto vai fortalecer o papel da instituição como difusora de conhecimento e inovação no setor orizícola. “Na estação de Cachoeirinha, nós temos os principais cientistas e os maiores conhecedores de arroz da América Latina, e agora vai se abrir a possibilidade de os produtores aproveitarem ainda mais este conhecimento”, aponta Pereira.
O projeto também prevê a implantação de uma rede de pesquisa agrícola regionalizada para os solos de várzea, por meio da aquisição de modernos equipamentos agrícolas, estruturação logística e coleta de informações técnicas, com a finalidade de desenvolver sistemas produtivos integrados e sustentáveis. A estrutura do novo centro vai comportar salas, auditório para 250 pessoas, estacionamento com 100 vagas e cozinha experimental que, além de prestar suporte às atividades técnicas, vai receber cursos e oficinas para difundir as diversas formas de utilização do arroz na culinária.
O investimento de R$ 9,2 milhões será  financiado pelo Bndes por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Rio Grande do Sul – deste montante, 10% devem ser de recursos próprios do Irga. Para a construção do complexo, serão utilizados R$ 5 milhões, e o aporte em equipamentos ficará em torno de R$ 4 milhões. Conforme o presidente do Irga, a licitação será feita em breve e até o final do ano a obra estará contratada. “A previsão é de que no começo de 2014 o novo centro esteja operando”, completa Pereira.

Fonte: Jornal do Comércio | Douglas Ceconello

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