CEEE fecha participação em projetos eólicos

MARCELO G. RIBEIRO/JC

Grupo optou por fatia menor nos parques, explica Dias

Grupo optou por fatia menor nos parques, explica Dias

O Grupo CEEE assinará em Osório, na próxima quarta-feira, um acordo de acionistas com a Enerfin do Brasil. Com isso, a concessionária gaúcha terá 10% de participação nos complexos eólicos em operação e em construção da subsidiária da Enerfin Espanha, empresa do Grupo Elecnor. Para concretizar a negociação, a estatal gaúcha fará um aporte de cerca de R$ 80 milhões.
Atualmente, conforme o presidente do Grupo CEEE, Sérgio Dias, a Enerfin possui cerca de 200 MW eólicos sendo gerados no Estado e em torno de 300 MW deverão ser acrescidos a esse volume até meados de 2014. Essas usinas eólicas, tanto em construção como em operação, localizam-se em Osório e Palmares do Sul. Ele lembra que a companhia gaúcha discutia, anteriormente, uma participação de 27% nos novos parques. Porém, foi considerada uma melhor estratégia ampliar o número de complexos abrangidos e diminuir o percentual de participação.
Dias adianta que o Grupo CEEE tem interesse em disputar mais projetos eólicos dentro de leilões de energia promovidos pelo governo federal, e a companhia já trata da questão com possíveis parceiros. “Queremos demonstrar para as empresas produtoras de equipamentos eólicos, que estão hoje com os olhos focados no Nordeste, que o Rio Grande do Sul também representa uma boa oportunidade de negócios”, comenta.
Outro investimento programado é a instalação dos medidores eletrônicos, ou  medidores inteligentes. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o sistema proporcionará uma série de benefícios aos consumidores, como a criação das condições para difundir a microgeração distribuída, ou seja, a possibilidade de que consumidores também atuem como pequenos geradores de fontes alternativas de energia. A solução permitirá ao cliente maior eficiência no consumo de energia, pois ele terá mais informações sobre o seu perfil. Outros benefícios são a possibilidade de atendimento remoto pela concessionária, o melhor monitoramento da rede pela distribuidora e a oferta de novos serviços. As distribuidoras terão 18 meses para oferecer os medidores eletrônicos.
Dias considera a implantação dos dispositivos como o caminho lógico para o setor elétrico. Os equipamentos devem atenuar as perdas não técnicas das distribuidoras. O Grupo CEEE avalia como procederá a instalação e o custo que essa ação implicará. O dirigente ressalta que esse investimento será repassado para a tarifa de energia. Segundo ele, a empresa não deverá ter problemas para realizar os investimentos nos medidores, apesar de esperar uma redução da parcela B (que incorpora os custos gerenciáveis relacionados à atividade de distribuição de energia elétrica e remunera a companhia) na sua revisão tarifária prevista para outubro. A perspectiva é de que o cliente final perceba um aumento de 2,5% a 3% na sua conta de luz, pois o custo da parcela A (custos não gerenciáveis repassados ao consumidor) aumentará.

Fonte: Jornal do Comércio | Jefferson Klein

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