CÓDIGO FLORESTAL | Preservação no lugar do milho

A redução de hectares cultivados para adequar a propriedade às exigências do Código Florestal fez o produtor João Noeli Kaczerski, 54 anos, apostar na criação de uma agroindústria familiar para complementar a renda. Dos 8,5 hectares da propriedade em Mariano Moro, no norte do Estado, dois foram destinados à preservação. Com isso, deixou de cultivar milho na área onde colhia, em média, 160 sacas.
No local preservado, às margens da nascente do Rio São Miguel, o produtor ainda instalou cercas e plantou aproximadamente cem mudas de árvores nativas. Para 2013, a meta é plantar mais mudas em uma área de 30 metros ainda sem árvores.
Atualmente, Kaczerski cultiva milho e pastagens em cinco hectares. Mesmo abrindo mão de uma área para agricultura, comemora estar adequado à legislação:
– Ainda não tenho conhecimento das últimas mudanças, mas vou trabalhar para estar 100% de acordo com a lei em um ano.
No final de 2012, o produtor ainda espera receber os R$ 500 oferecidos por um programa da prefeitura do qual participa e que bonifica anualmente agricultores que atingiram pelo menos três metas relacionadas ao ambiente – a chamada Bolsa-Verde. Segundo a Secretaria de Agricultura da cidade, cerca de 98% dos produtores rurais do município participam da iniciativa.

Fonte: Zero Hora

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