CÓDIGO FLORESTAL | Futuro da propriedade preocupa

Produtor em uma área de 29 hectares destinada à pecuária leiteira no interior de Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, Daniel Ricardo Hirsch, 41 anos, considera que será fortemente impactado pelas definições determinadas pela escadinha do novo código. Com lavouras de milho plantadas em até um metro de distância das águas do Rio Pardinho, que corta uma das extremidades da sua propriedade por 220 metros, Hirsch acredita que a necessidade de recuar as plantações prejudicará muito sua produção:
– Estou bem assustado, porque, se eu seguir à risca as regras, vou acabar perdendo até 40% da minha propriedade.
Como se enquadra nas propriedades que têm entre um e dois módulos fiscais, Hirsch terá de reservar uma área de oito metros às margens do rio Pardinho para o plantio de árvores. Além disso, a propriedade da família ainda é cortada por dois arroios, que têm cerca de cinco metros de largura cada, impactando em mais oito metros a menos em cada lado.
Prevendo uma redução de 50% na renda mensal, o agricultor, que há dois anos deixou de cultivar tabaco devido ao aumento no custo da mão de obra, se diz muito preocupado e ainda não sabe qual será o futuro do negócio.
– Vou ter de ver se ainda valerá a pena continuar no ramo do gado leiteiro. Realmente, não sei o que vai ser, tenho de repensar tudo – observa o agricultor.

Fonte: Zero Hora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *