Código Florestal: Debate sobre nova lei atrai mais de 500 pessoas em Cuiabá

Cerca de 500 pessoas, entre autoridades, estudantes de ciências agrárias, advogados, colaboradores do Sistema FAMATO e produtores rurais prestigiaram nesta quinta-feira (21), o Seminário "Novo Código Florestal – O impacto para o produtor rural", realizado pelo SENAR-MT, em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (FAMATO), no Cenarium Rural, em Cuiabá. O evento foi o oitavo de uma série de nove seminários promovido pelo Sistema entre segunda-feira (18) e sexta-feira (22). Os encontros ocorreram nas regionais do SENAR nos municípios de São José dos Quatro Marcos, Campo Novo do Parecis, Juína, Colíder, Querência, Barra do Garças, Rondonópolis, Cuiabá e encerrando nesta sexta-feira em Sinop, dentro do Dia de Campo da Embrapa e FAMATO. 

O encontro itinerante atraiu cerca de 2300 pessoas até o momento. Para o presidente do conselho administrativo do SENAR, Rui Prado, esta é uma demonstração da importância do tema. "Este é um tema relevante para nosso Estado, por isso o interesse do público", afirmou. "Com o Código antigo os produtores de Mato Grosso não tinham problemas ambientais, e sim de legislação, tanto é que o Estado tem uma produção enorme, mas mantém 62% da sua vegetação preservada. O produtor quer se manter na legalidade perante os órgãos ambientais, entretanto sabemos que a implementação da nova legislação passa pelo órgão ambiental, que precisa ser atuante", argumentou.

De acordo com o especialista em Legislação Ambiental, Rodrigo Justus, a dúvida dos produtores que mais surgiu foi sobre como proceder para se regularizar de agora em diante, pois isso é essencial para sua permanência no mercado. "Ninguém quer comprar um produto de quem está em uma lista suja, além disso, se o produtor rural que não se regularizar não tem acesso a linhas de créditos e sem dinheiro não sobrevive", informou.  Justus ainda alertou que o produtor deve ficar atento aos prazos que serão estabelecidos, nos próximos dias pelo Ministério do Meio Ambiente. "O Ministério abrirá prazo de dois anos para que cada propriedade realize o Cadastro Ambiental Rural [CAR], pela internet e de forma gratuita", disse. "O produtor que se regularizar vai resolver os questões das multas e dos processos criminais, ele pode inclusive contar com recursos públicos para isso. Os pequenos produtores da agricultura familiar tem auxilio, prevista em lei, do poder público para fazer o seu CAR e conseguir a regularização", destacou.

O seminário em Cuiabá atraiu tanto grandes produtores quantos os pequenos. O pecuarista da região de Poconé, Mauricio Magalhães, avaliou que o seminário é muito importante para o setor, pois traz novidades de assuntos que eles vivenciam no dia a dia. "O evento esclareceu como o produtor deve agir de agora em diante e trabalhar dentro da nova legislação". De acordo com o assentado de Forquilha do Rio Manso, da região de Rosário Oeste, Evanir da Silva, o Código Florestal ainda está sendo compreendido pelos pequenos produtores e um dos incentivos para buscar a regularização está no acesso ao crédito. "O assentamento possui CAR desde 2012. Recebemos orientação de um engenheiro florestal sobre qual a reserva legal, qual parte é de Preservação Permanente e onde e como poderíamos plantar", contou. "Através desse CAR abrimos nossos horizontes e isso até facilitou nosso financiamento perante o banco", lembrou.

SEMA – O secretario de Estado de Meio Ambiente, José Lacerda, participou do seminário em Cuiabá e parabenizou o SENAR e a FAMATO pela iniciativa reforçando a necessidade manter o equilíbrio entre produção e preservação ambiental. "Parabenizo o SENAR e parceiros pelo  evento com essa magnitude. Temos que realizar em nosso estado uma grande campanha em benefício do nosso estado, que ela atinja o desenvolvimento econômico a questão social e também mantenha a questão ambiental", afirmou. "Mato Grosso tem uma grande vantagem:  mais de 60% do seu ativo ambiental permanece intacto, o Brasil e o mundo deveriam ajudar a manter esse equilíbrio, fazendo o pagamento pela prestação dos serviços ambientais e nós precisamos fazer a valoração  ambiental dos bens públicos e bens particulares para que isso sirva de instrumento de defesa do nosso produtor e nossa atividade produtiva", defendeu.

Assessoria de Comunicação do SENAR-MT
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Fonte: CenarioMT

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