Código Florestal Brasileiro: A Mudança do Brasil Real

Que futuro queremos para a suinocultura? Uma atividade que nasceu há mais de 50 anos no Brasil, incentivada por produtores, que ajudaram grandes indústrias a se consolidar no mercado mundial. Desejamos que a suinocultura conquiste bases sólidas. Com esse anseio, a TV ACCS buscou apresentar a Série Suinocultura Hoje, com foco em Meio Ambiente, durante o mês de Abril.

Nas reportagens, mostramos o avanço da atividade e a adoção de tecnologias. Biodigestores, Sistema de Compostagem, utilização de Cisternas. Medidas que fortalecem a produção de suínos, mas que não são suficientes para mudar a vida no campo e nem ao menos garantir a permanência dos produtores. Para que isso aconteça é necessária a mudança, que precisa começar pela legislação, regras que inviabilizam a suinocultura e as demais atividades agropecuárias. “Hoje, as regras da legislação ambiental confrontam com o Brasil Real, dos produtores de alimentos. E eles fazem a sua parte, e inclusive muito melhor do que nós, que moramos nas cidades”, destaca o deputado Federal, Valdir Colatto.

Lidar com o Meio Ambiente não é uma tarefa simples, mas foi aceita pelos produtores de maneira ampla e consciente. Mas isso não é suficiente, é preciso avançar mais. “Agora nós vamos tentar respeitar esse Brasil, um país que produz, que hoje ninguém conhece suas particularidades, por isso, precisamos respeitar os estados e os municípios e suas realidades, e fazer a regularização ambiental”, acrescenta Colatto.

Com a implantação do Código Florestal Brasileiro, que surgiu da proposta de Santa Catarina através da criação do Código Ambiental Catarinense, aprovado após a implantação do TAC da suinocultura, o Brasil terá um Cadastro, que apresentará a realidade das regiões brasileiras. Compromisso que significa avanço para o país. “A proposta inicial é manter os agricultores na atividade, através da área consolidada, depois é preciso implantar o Plano de Regularização Ambiental, através do Cadastro Ambiental Rural, que será enviado pelas prefeituras ou estado para os órgãos ambientais, que posteriormente farão os estudos necessários e iniciar a mudança de acordo com cada realidade”, pontua Colatto.

Enquanto o projeto, que deve mudar a realidade da suinocultura e das demais atividades agropecuárias, segue em análise, muita gente tenta ampliar os benefícios ao Meio Ambiente. E neste contexto a suinocultura novamente sai na frente. Na terra, onde o dejeto deixou de ser um componente das águas, haverá um controle da bacia, e uma gestão dos recursos hídricos. Avanço que depende de cada usuário da água, trabalho de formiguinha, mas que é um exemplo para o país. “Para conhecer melhor a gestão da água subterrânea, a Região do Alto Uruguai Catarinense, maior produtora de carne suína, quer promover um controle dessa água, que hoje deveria ser utilizada apenas como uma reserva” destaca o membro do Comitê do Rio Jacutinga, Vilmar Comassetto.

Para a ACCS, Santa Catarina é um exemplo, mas não pode considerar suficiente essa conquista, é preciso que o estado seja reconhecido, que os produtores deixem de pagar para produzir e continuem apaixonados pela atividade, que hoje caminha lado a lado com o Meio Ambiente. “Que o homem do campo sirva de exemplo para quem vive nas cidades, é preciso ter a consciência de que muito foi feito”, conclui o presidente da ACCS, Losivanio de Lorenzi.

O Brasil precisa evoluir e aprender a respeitar as atividades agropecuárias. “Hoje 80% das propriedades estão em desacordo com as Leis Ambientais, será que é preciso mudar o Brasil, mudar Santa Catarina, ou é preciso adequar o quinto maior produtor de alimentos do país? Será que estamos errados”, finaliza Colatto.

Fonte: Suinoculturaindustrial | ACCS

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