Código chega à Câmara sem acordo

O Novo Código Florestal chega ao plenário da Câmara dos Deputados, amanhã, cercado de tensão e incertezas. A bancada ambientalista e o PT prometem obstruir a votação. Não aceitam as 21 alterações feitas pelo relator Paulo Piau em relação à versão aprovada pelo Senado em 2011. O principal descontentamento é a supressão das faixas de recomposição em Áreas de Preservação Permanente (APPs) à margem de rios em atividades consolidadas. Segundo o líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto, o relatório é um retrocesso. "Vamos manter a posição de votar o projeto do Senado, que permite recuperação de áreas degradadas e tem política para garantir a produção agrícola."
Na sexta-feira, o presidente da Câmara, Marco Maia, garantiu a votação, mesmo sem acordo. Integrante da bancada ruralista, o deputado Luis Carlos Heinze reconhece a tentativa de boicote. Por isso, a ordem é a mobilização para garantir a votação do texto, que satisfaz o agronegócio. Dirigentes de federações ligadas ao setor rural prometem pressionar. Do Rio Grande do Sul, Farsul e Fetag confirmaram comitivas para acompanhar as negociações.
Já Marcio Astrini, do Greenpeace, espera que o governo reaja. "As florestas não têm mais salvação dentro do Congresso. Vamos pressionar para que a presidente Dilma Rousseff vete as mudanças, que transformaram as áreas de preservação permanente em devastação permanente."

Fonte: Correio do Povo

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