CASO VRS/LATVIDA TEM NOVO ROUND

Após assembleia, ontem, com a participação de 80 funcionários da VRS/Latvida, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Cooperativas da Alimentação de Estrela anunciou que ingressará com pedido de liminar reivindicando a rescisão indireta dos contratos. O objetivo é agilizar a liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do seguro-desemprego de 112 colaboradores. Eles também não receberam o salário de dezembro e a segunda parcela do 13 salário referente a 2013. Apesar da decisão, o presidente do sindicato Pedro Mallmann está confiante. ‘A expectativa é que a empresa consiga liberar o dinheiro para as rescisões até sexta-feira.’

A assinatura das demissões estava agendada para esta semana, o que não ocorreu. Hoje a dívida da empresa com os trabalhadores chega a R$ 2,8 milhões. Com o atraso nos pagamentos, a estimativa do sindicato é que a aplicação de multa eleve essa cifra em R$ 500 mil. ‘O sindicato não vai fazer as rescisões sem que este valor esteja depositado’, afirma Malmann. Em nota, a VRS/Latvida informou que tenta liberar na Justiça a verba necessária para saldar salários e oficializar demissões. A empresa, em recuperação judicial, aguarda decisão de recurso no Tribunal de Justiça do Estado (TJE).

Os funcionários estavam há cinco meses recebendo sem trabalhar, desde que a fábrica foi interditada, devido à suspeita de que leite vencido estaria sendo reaproveitado. A expectativa, até então, era que a Secretaria da Agricultura autorizasse a retomada da atividade pela arrendatária, a Univale/Santa Rita. ‘A empresa pagou os funcionários enquanto podia’, diz o advogado da VRS/Latvida, Gerson Branco. De acordo com ele, a liberação ainda não ocorreu por uma questão documental, que deve ser resolvida esta semana.

Fonte: Correio do Povo

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