Carne de terroir

Vinho, cerveja, café, erva-mate e tantos outros produtos do campo têm marca e procedência reconhecidas pelos consumidores urbanos. Por que a carne tem de ser uma commodity sem nome? Criadores de angus, devon, heferord, braford ou nelore têm se esforçado, nos últimos anos, para personalizar a carne que produzem ressaltando, todos eles, as qualidades específicas de cada raça.
O criador de simental Luiz Antônio Queiroz, da Fazenda Jaguaretê (empreendimento paulista com uma unidade aqui em Eldorado do Sul), me disse outro dia que a carne, assim como o vinho, expressa em textura e sabor as características do “terroir” (vocábulo francês, sem tradução em português, que resume a combinação de solo, clima e ação do homem) em que é produzida. Ora, se carne tem terroir, por que não ser reconhecida por um nome, como os bons vinhos? É o que os setores mais avançados da pecuária estão fazendo.

Fonte: Zero Hora | OLHAR DO CAMPO | IRINEU GUARNIER FILHO