Carlos Sperotto fala sobre agronegócio na Federasul

O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, foi o palestrante do tradicional evento Tá na Mesa promovido, nessa quarta-feira (21/10), pela Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul (Federasul) em Porto Alegre. Com o tema Adaptações como Sustentação da Liderança, Sperotto falou, para uma plateia lotada, sua experiência de 18 anos à frente da Federação, os diferentes momentos de gestão que vivenciou e os principais desafios atuais e para sua nova gestão, a partir de 2016.
Desde que ingressou na Farsul, em 1991, primeiro como diretor financeiro e, a partir de 1997, como presidente, Sperotto teve como principal bandeira dar condições de trabalho para o produtor rural. Um dos grandes entraves era o alto endividamento. Sperotto atuou em prol da criação da CPMI há mais de 20 anos, que resultou na publicação da Lei de Securitização dos débitos agrícolas e devolveu condições de competitividade do setor. “A renegociação das dívidas foi fundamental para a história do desenvolvimento da agricultura brasileira. Os produtores puderam parcelar seus débitos e voltar a investir”, afirmou o presidente.
Sperotto participou ativamente dessas e de outras séries de discussões em nível nacional ocorridas nestes anos, como a questão dos transgênicos e das invasões de terra.
Após a securitização, o acesso ao crédito ao produtor aumentou mais de quatro vezes, totalizando R$ 166 bilhões em 2014. “Importante deixar claro para a sociedade que esse recurso é devolvido com juros e correção monetária para ser reinvestido no País”, destacou Sperotto. Conhecido por setor primário, ele prefere designar a agropecuária como o primeiro setor. “Se produzimos, a roda gira. Com a adimplência, fazemos as coisas acontecerem”, disse.
O trabalho de anos resultou numa queda de inadimplência do setor, que chegou a ser de 38%, para 1,7% este ano. Os investimentos também aumentaram significativamente, bem como uso de tecnologia. A produção do RS que era 11 milhões de toneladas atinge hoje 30 milhões e deverá alcançar em 10 anos, 42 milhões de toneladas.
Todo este trabalho de base preparou o setor agropecuário para atender os seus compromissos financeiros atuais e toda a dívida que está sendo amortizada.
Para Sperotto, o grande desafio de sua nova gestão é buscar a criação de um seguro efetivo. “Precisamos de um seguro que garanta não só o financiamento, mas a renda do produtor e também a venda do produto, uma vez que cerealistas, de surpresa, estão recorrendo a instrumentos de recuperação judicial e não cumprindo com os compromissos junto aos produtores”, afirmou. Disse ainda que a Farsul está articulando conversas com o governo e entidades para construir a melhor solução para o seguro.
Ao final, Sperotto recebeu uma homenagem do presidente da Federasul, Ricardo Russowsky. “Sperotto representa o único setor que está conseguindo manter o crescimento no nosso estado”, destacou.

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Imprensa Sistema Farsul

Fonte : Farsul

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