Canavieiros terão crédito de R$ 1 milhão cada para renovação da safra

Fonte:  OLHAR DIRETO

De Sinop – Alexandre Alves Foto: Reprodução Para tentar equacionar a diferença entre a demanda crescente por etanol e a baixa oferta do produto por parte das usinas, o governo federal vai adotar, em breve, medidas de incentivo fiscal para os produtores de cana-de-açúcar que produzam o álcool combustível. O anúncio é do secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Manoel Bertone.Durante entrevista coletiva para divulgar o segundo levantamento da COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB), para a safra de cana-de-açúcar, o secretário afirmou que, entre as medidas do Plano Agrícola 2011/2012, existe uma linha de crédito de R$ 1 milhão, por produtor, durante quatro anos, para renovação de canaviais. Em Mato Grosso foram plantados 219 mil hectares de cana-de-açúcar na safra deste ano, o que corresponde 5% a mais que ano passado.Segundo Bertone, as medidas, em estudo pelo governo, também incluem a concessão de crédito presumido de PIS/COFINS – na prática, uma redução do tributo – para a cana destinada ao etanol. O mesmo benefício já existe para a produção de açúcar. “Vamos nos concentrar em medidas que aumentem a competitividade e reduzam os custos de produção do etanol. É compromisso do governo federal discutir equalização das alíquotas de ICMS nos estados produtores para dar competitividade ao setor”, afirmou. No entanto, qualquer mudança nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias, no entanto, depende de decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).As medidas foram discutidas nesta terça-feira (30), segundo o secretário, em reunião no Palácio do Planalto. Depois da reunião, o governo anunciou que vai reduzir de 25% para 20% a proporção da mistura de etanol anidro na gasolina a partir de 1º de outubro, informa a assessoria do Ministério da Agricultura.O secretário disse que as expectativas de produção para o próximo ano são de normalização da safra e informou que já há uma retomada no interesse de instalação de novas plantas produtoras. “Os novos investimentos devem contemplar a produção dos três subprodutos da cana – o álcool anidro, o hidratado e o açúcar”, comentou Bertone. Atualmente, a maioria dos usineiros prefere fabricar açúcar para exportação – por causa do preço alto – em detrimento do etanol.

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