CANAL RURAL – NOTÍCIAS – MILHOAGRICULTURAMAIS MILHO – Mercado indica tendência de queda para o preço do milho

ABERTURA

Fonte:Danoil Bianchi/Arquivo Pessoal

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agrícola e previsão do tempo para começar o dia bem informado

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a terça-feira, dia 16, com preços mais altos.O mercado chegou a registrar bons ganhos, mas o cereal perdeu força e passou a operar entre os territórios positivo e negativo em meio ao fraco desempenho das inspeções de exportação de milho dos Estados Unidos. No final do dia, os preços se consolidaram em alta, corrigindo as perdas da última semana.

As inspeções de exportação norte-americana de milho, encerradas no dia 11 de janeiro, chegaram a 584,3 mil toneladas na semana conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na semana anterior, os embarques haviam atingido 850,2 mil toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 910,8 mil toneladas.

Brasil
O mercado brasileiro de milho teve uma terça-feira de preços pouco alterados, e com negócios reportados, mas em volume discreto. A colheita segue em andamento em diversas regiões do Brasil, o que pode ocasionar alguma pressão de baixa no curto prazo. A logística tende a se voltar para o escoamento da soja, dificultando os negócios no mercado disponível.

 

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Março/2018: 3,48 (+2,00 cents)

  • Maio/2018: 3,56 (+2,00 cents)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 31,00

  • Paraná: 28,50

  • Campinas (SP): 32,00

  • Mato Grosso: 18,00

  • Porto de Santos (SP): 31,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 31,00

  • São Francisco do Sul (SC): 31,00

Fonte: Safras & Mercado

Soja

Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais altos. O mercado ainda foi influenciado positivamente pelo relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no dia 12, e que surpreendeu os analistas ao cortar a previsão de safra americana e indicar estoques abaixo do esperado pelo mercado.
O mercado ainda recebeu suporte de dados de demanda pela soja americana. A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) informou que o esmagamento da oleaginosa atingiu 166,38 milhões de bushels em dezembro. O número ficou acima do registrado em novembro, de 163,5 milhões de bushels.
As inspeções de exportação norte-americana de soja encerrada no dia 11 de janeiro chegou a 1,231 milhão de toneladas na semana, conforme relatório semanal divulgado pelo USDA. Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 1,212 milhão de toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 1,422 milhão de toneladas.
Brasil
Os preços da soja subiram nas principais praças do país nesta terça-feira, acompanhando a combinação de dólar e Chicago em alta. Mas o ritmo dos negócios foi lento. Ainda que mais altos, os preços estão aquém das expectativas dos produtores, que permaneceram retraídos.

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Março/2018: 9,68 (+7,50 cents)

  • Maio/2018: 9,72 (+7,50 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 68,00

  • Cascavel (PR): 67,50

  • Rondonópolis (MT): 63,50

  • Dourados (MS): 66,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 72,50

  • Porto de Rio Grande (RS): 72,50

  • Santos (SP): 72,50

  • São Francisco do Sul (SC): 72,00

Fonte: Safras & Mercado

Café

Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da terça-feira com cotações em baixa. O mercado caiu com vendas associadas a fatores técnicos, pressionado também pelas perdas do petróleo e apesar da queda nas exportações do Brasil no ano passado.
Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o Brasil exportou 27,31 milhões de sacas de café no ano passado, queda de 10% em relação ao volume embarcado em 2016. No entanto, o mercado segue bem abastecido, segundo analistas, com estimativas de produção mundial recorde em 2017/18, conforme a Organização Internacional do Café (OIC).
Em Nova York, os futuros estão em queda constante desde que ultrapassaram a barreira dos US$ 130 centavos de dólar por libra-peso nos contratos com entrega em março, no início de janeiro.
Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da terça-feira com preços levemente mais baixos. O mercado seguiu as perdas do arábica negociado em Nova York e foi pressionado também pela valorização do dólar frente ao real, fator que torna as exportações do Brasil mais atrativas.
Brasil
O mercado brasileiro de café teve uma terça-feira de preços mais baixos, diante da forte queda em Nova York. O dólar, por outro lado, ofereceu alguma sustentação, evitando preços ainda mais baixos. Com isso, os vendedores se afastaram, travando o mercado.

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Março/2018: 120,45 (-1,80 pontos

  • Maio/2018: 124,70 (-1,75 pontos)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

  • Março/2018: 1.727 (-US$ 2)

  • Maio/2018: 1.723(-US$ 2)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 440-445

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 445-450

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 405-415

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 320-325

Fonte: Safras & Mercado

Dólar e Ibovespa

O dólar fechou em alta pelo segundo dia seguido buscando recuperação depois das perdas nos primeiros dias do ano, após a valorização da moeda no mercado global e o ânimo dos investidores no exterior. Diante disso, a divisa norte-americana subiu 0,59%, cotada a R$ 3,229 para venda. 
Ao longo do dia, o dólar atingiu a máxima de R$ 3,238 (+0,87%) influenciado pela queda das commodities, que pressionou para baixo os setores de petróleo e gás e de materiais básicos. De acordo com a equipe econômica da Guide Investimentos, os mercados têm precificado os ativos pensando em um cenário otimista para a economia global no curto prazo.  
Para o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, o cenário otimista dos investidores ao redor do mundo tem refletido na apreciação dos ativos, vem de "muita liquidez e expectativa de crescimento da economia, além das taxas de juros que tendem a crescer de forma vagarosa. Se temos expansão da economia, temos lucros", diz.
O Ibovespa encerrou em alta de 0,01%, aos 79.831 pontos – um novo recorde de fechamento. O volume negociado foi de R$ 8,842 bilhões.

Fonte: Safras & Mercado

Boi

O mercado físico de boi gordo teve preços entre estáveis a mais baixos nesta terça-feira. Segundo a consultoria Safras & Mercado, os frigoríficos seguem testando o mercado, avaliando o lento escoamento da carne bovina entre as cadeias. A volta gradativa dos pecuaristas aos negócios também tem aumentado a disponibilidade de bovinos terminados.
A expectativa é que as indústrias sustentem a estratégia de reduzir sistematicamente os preços de balcão. A oferta de animais terminados ainda avança de maneira moderada, considerando a boa qualidade das pastagens, quadro que permite a retenção dos animais por parte dos pecuaristas.
Mesmo com a oferta limitada, o que tem ditado o rumo do mercado é a demanda, cujo ritmo está lento. A dificuldade de escoamento da carne deve se intensificar, uma vez que entramos na segunda quinzena do mês, período em que há redução nas vendas.
Para o curto prazo a perspectiva é de demanda baixa e, com o aumento gradativo da oferta, o mercado continue pressionado.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba

  • Araçatuba (SP): 147,00

  • Belo Horizonte (MG): 143,00

  • Goiânia (GO): 138,50

  • Dourados (MS): 133,50

  • Mato Grosso: 129,00-133,50

  • Marabá (PA): 130,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,90 (kg)

  • Paraná (noroeste): 142,50

  • Tocantins (norte): 131,00

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    Previsão do tempo

    Sul

    Nesta quarta-feira ventos úmidos que sopram do mar contra a costa mantêm o tempo instável na faixa leste da região. Há previsão de chuva a qualquer hora e elevados acumulados no norte catarinense e leste do Paraná. Ventos e a formação de uma área de baixa pressão atmosférica ajudam a trazer instabilidades para o restante do Sul e volta a chover forte também no centro e norte do Rio Grande do Sul.

    Sudeste

    O tempo chega a abrir mais em Minas Gerais e no sul do Espírito Santo. Nestas áreas, o sol predomina e a tarde será de forte calor. Já em São Paulo, a propagação de instabilidades a partir do Paraná e a entrada de ventos úmidos que sopram do mar contra costa voltam a trazer pancadas de chuva com trovoadas, numa situação mais típica de verão. A chuva é mais passageira, apesar de forte, e também chega ao oeste do Rio de Janeiro e ao oeste e sul de Minas Gerais.

    Centro-Oeste

    As chuvas se tornam mais isoladas, porém fortes no extremo norte de Mato Grosso e também no centro, sul e leste de Mato Grosso. Nestas áreas, há chuva em forma de pancadas, com trovoadas. Por outro lado, o tempo já abre completamente no centro e norte de Goiás, Distrito Federal e leste de Mato Grosso. Nestas áreas o calor se torna mais intenso do que em dias anteriores.

    Nordeste

    O deslocamento de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis mais para o interior do continente faz com o ar fique seco em grande parte da Bahia, sul do Maranhão e do Piauí e extremo oeste de Pernambuco. A chuva se torna cada vez mais isolada e com baixo acumulado no litoral leste, no Ceará e também no Maranhão. Neste último as instabilidades ainda atingem uma ou outra cidade de forma passageira, mas que pode ser forte em alguns momentos.

    Norte

    Chuva forte e abrangente em todo o estado do Amazonas, inclusive em Manaus. São esperados acumulados elevados e essa condição favorece ainda mais a cheia do rio Madeira. Até o final do dia também chove no Acre, Rondônia, Amapá, parte de Roraima e norte do Pará. Somente na metade sul do Tocantins é que uma massa de ar mais seco mantém o tempo mais firme e quente.

    Fonte: Somar Meteorologia

      Fonte : Canal Rural

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