CANA – Acordo Mercosul-UE é bom para a cachaça brasileira

Reconhecimento da indicação geográfica do produto brasileiro deve facilitar acesso ao mercado europeu

cachaça (Foto: Confraria Paulista da Cachaça/Divulgação)
O acordo também resultaram em reduções da tarifas de importação de cachaças da UE (Foto: Confraria Paulista da Cachaça/Divulgação)

A cachaça brasileira é um dos produtos beneficiados pelo acordo de livre comércio, firmado nesta sexta-feira (28/6) entre o Mercosul e a União Europeia. A avaliação do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) é de que o reconhecimento e proteção da Indicação Geográfica da Cachaça pelo bloco europeu, um dos maiores mercados de exportação do destilado brasileiro, resultará no aumento das vendas para o bloco europeu. E as reduções de tarifas tendem a facilitar os negócios.
Em comunicado oficial, o diretor executivo da IBRAC, Carlos Lima, aponta que a exportação da cachaça para a União Europeia fica aquém do potencial ao se considerar o montante que o bloco importa de outra bebidas que também são provenientes da cana de açúcar. Em 2018, a exportação de cachaça para a UE atingiu US$ 7,84 milhões. No mesmo ano, as importações de bebidas produzidas a partir da cana de açúcar (o que inclui a cachaça e outros destilados) pela União Europeia foi de US$ 1,22 bilhão.
Lima destaca também a importância do acordo, pois reflete uma posição importante do governo brasileiro em relação ao tema de proteção de Indicações Geográficas, permitindo um avanço nas negociações para que outros países também reconheçam a bebida como tipicamente brasileira. A cachaça é a primeira Indicação Geográfica do Brasil, protegida através do Decreto 4.062/2001.
“Com o acordo de proteção da cachaça, teremos assegurado que apenas os produtores brasileiros poderão fazer uso da denominação Cachaça na União Europeia, que é o principal mercado de destilados no mundo. Além da proteção, isso também impulsiona os esforços para promoção da bebida”, completa.
Antes do anúncio do tratado, a cachaça era protegida apenas nos Estados Unidos, Colômbia, México e Chile.

POR REDAÇÃO GLOBO RURAL

Fonte :  GLOBO RURAL

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