Campo terá R$ 1 bilhão para energia no Rio Grande do Sul

Depois de aproximados nove meses de gestação, propostas das concessionárias de energia elétrica para melhorar a qualidade do serviço na área rural do Rio Grande do Sul foram apresentadas ontem ao Conselho de Planejamento Energético do Estado (Copergs). Somados, os investimentos da CEEE-D, AES Sul, RGE e da Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul (Fecoergs) totalizam R$ 1,02 bilhão e serão aplicados até 2014 em todas as áreas de cobertura das companhias.
A ideia do projeto é levar energia de qualidade às propriedades rurais, em especial às áreas de agricultura familiar, muitas vezes carentes de potência suficiente para o uso de equipamentos mais sofisticados. “Com o plano que estamos adotando, entre 80% e 85% dos problemas energéticos da área rural serão solucionados, porque são demandas estruturais na área de transmissão, subestações e distribuição”, explica o secretário estadual de Infraestrutura e Logística e presidente do Copergs, Beto Albuquerque. Os outros 15% ou 20% que restam para chegar a alcançar a excelência na energia do campo dizem respeito a demandas específicas de cada propriedade. Nesse caso, conforme a regulação do setor, os usuários devem recorrer diretamente à concessionária responsável pela região para resolver o entrave.
A maior fatia dos investimentos anunciados será feita pela CEEE-D. Serão R$ 284 milhões que devem agregar maior qualidade de energia a 382 mil consumidores da área rural, com a implantação de novas subestações e linhas de transmissão, onde serão alocados recursos na ordem de R$ 141,3 milhões, além de melhorias na rede de distribuição, que vão demandar R$ 143,4 milhões. “Serão obras estruturantes que vão resolver as deficiências na área rural”, sentencia o presidente da CEEE-D, Sérgio Dias.
A RGE ficará responsável por aplicar R$ 280 milhões, afetando a qualidade do serviço a 9,4 mil famílias da região de cobertura. Entre as ações previstas está a implantação de 3 mil transformadores. O gerente de gestão de ativos da companhia, André Meirelles, destaca que na primeira fase a região do Alto Uruguai foi elencada como prioritária. De acordo com ele, o objetivo é levar mais potência às propriedades, com foco na bacia leiteira da região, onde sistemas de fornecimento monofásicos de energia ganharão um upgrade. “Redes monofásicas darão lugar a bifásicas e onde há transformadores de menor potência serão colocados novos.” “Este é um benefício sentido diretamente pelo consumidor final”, acrescenta.
Até o fim do ano, a AES Sul entregará parte significativa dos R$ 264,1 milhões que serão destinados às melhorias da energia no ambiente rural. Novas subestações em Roca Sales e nas regiões de Alegrete, Manoel Viana, São Borja e Uruguaiana ficarão prontas ainda em 2012. Linhas de transmissão e a troca de postes de madeira por novos de concreto também estão previstas. Mesmo dependendo de parte dos investimentos e das ações executadas pelas concessionárias, a Fecoergs vai aplicar R$ 196,1 milhões junto ao projeto, dos quais R$ 121 milhões destinados às regiões Norte e Nordeste, R$ 67 milhões à região Central e outros R$ 7 milhões à região Sul do Estado.

Fonte: Jornal do Comércio | Mayara Bacelar

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