CAMPO | "Tem empresa que não quer"

Apesar de crescente, a contratação de indígenas para a colheita da maçã não é unanimidade entre as empresas de Vacaria. O presidente da Associação Gaúcha de Produtores de Maçã (Agapomi), José Sozo, destaca que alguns fruticultores são resistentes à ideia.

– Tem empresa que não quer. Ainda mais agora que descobrimos o Nordeste, que tem pessoal mais disciplinado e que fica até 90 dias direto colhendo – aponta.

Episódios no passado envolvendo uso de bebidas alcoólicas nos alojamentos acabaram fazendo com que companhias repensassem a escolha. O caso mais grave foi em 2013, quando uma empresa colocou integrantes de tribos rivais no mesmo alojamento. Em uma briga, dois índios morreram carbonizados após serem trancados em um quarto incendiado por um grupo.

A intermediação da Funtrab- MS a partir de 2015 no cadastramento dos trabalhadores indígenas não foi bem recebida por parcela das companhias. Alguns empresários avaliam que a entrada do órgão gera excesso de burocracia e preferem contratar funcionários de outros Estados.

Fonte: Zero Hora

Compartilhe!